Após derrota, Aldo Rebelo elogia "capacidade de agregação" do PMDB

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

Após a vitória de Michel Temer (PMDB-SP) à Presidência da Câmara, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) fez elogios ao adversário na disputa. "A eleição revela muito a competência do partido, a sua capacidade de agregação e a sua capilaridade", afirmou.

Câmara elege Michel Temer, e Senado, José Sarney

  • Ricardo Marques/Folha Imagem

    Michel Temer (PMDB-SP) é o novo presidente da Câmara

  • José Sarney, 78, assume a presidência do Senado pela 3ª vez



Ele afirmou ainda que a influência do resultado de hoje na sucessão de 2010 deve ser baixo. "Essa escolha de hoje não será fator definitivo para saber se um partido lança ou não um candidato ou apoia um ou outro candidato. O processo de sucessão não dependerá fundamentalmente das duas escolhas feitas hoje", afirmou.

Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, também afirmou que a nova situação do Congresso, que agora tem membros do PMDB nas presidências das duas Casas, não influencia na sucessão do presidente Lula em 2010. Segundo ele, o PT não fica enfraquecido sem possuir a presidência do Senado e da Câmara.

Eleições no Congresso

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José Genoino (PT-SP) também considera que seu partido sai vitorioso do resultado na Câmara. Já no Senado, ele disse que será necessário um acordo entre os líderes. "Este pleito não vai influenciar na governabilidade do presidente Lula, mesmo num ano em que teremos que gerenciar uma crise", completou.

"Ainda somos a segunda maior bancada e temos o presidente da República. Não sairemos enfraquecidos. E vamos fazer uma campanha presidencial sólida para 2010", afirmou Fontana.

O líder também não cogita que o PMDB deixe de apoiar o governo Lula. "Há uma relação muito comprometida do partido ao apoiar o governo Lula", completou Fontana, que também não acredita que a sigla vá almejar mais ministérios por causa da nova configuração do Congresso.

A prioridade do PT na Casa, segundo ele, é fazer "um amplo e forte diálogo com o PSB e o PCdoB", aliados históricos da sigla. Para Fontana, é preciso retomar a relação respeitando as demandas do bloquinho.

Ao contrário dos outros líderes, que terão que sair do cargo agora, Fontana segue indefinidamente no cargo, pois é escolhido diretamente pelo presidente Lula.

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