Queima de rojões faz polícia iniciar nova operação em Paraisópolis

Daniela Paixão
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Uma queima de rojões, soltos em direção a um helicóptero da Polícia Militar, no interior da favela Paraisópolis, em São Paulo, fez a corporação iniciar uma nova ação na área. O objetivo é localizar o local em que os fogos foram soltos.

No momento, os policiais que desde ontem ocupam a favela fazem buscas pelas ruas de Paraisópolis. Os policiais estão com as armas em punho e os moradores, nas portas das casas, acompanham a operação. O comércio permanece aberto. Um helicóptero da polícia está sobrevoando a área. A operação é comandada pelo coronel Ailton Araújo Brandão.

A operação em Paraisópolis envolve cerca de 180 policiais. Ela teve início ontem, no final da tarde, quando ocorreu um confronto com manifestantes. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, os atos de vandalismos foram praticados por um grupo em reação à morte de um foragido da Justiça, ocorrida no último domingo (1º). Ao ser parado por policiais em uma fiscalização, o homem teria atirado e, na troca de tiros, acabou morto.

Na confusão de ontem, ao menos quatro pessoas ficaram feridas: três policiais e um morador. Nove prisões foram feitas, e três menores foram apreendidos. Os manifestantes colocaram barricadas em uma das principais vias do bairro do Morumbi, a Giovanni Gronchi, usando sacos de lixo e pneus incendiados.

Com a chegada da polícia, os manifestantes reagiram com pedras, paus e tiros. Ao todo, 60 viaturas da Força Tática, da Tropa de Choque e do Policiamento de área, além de dois helicópteros da Polícia Militar, atuaram na operação. Também seguiram para a comunidade 12 carros do Corpo de Bombeiros e 34 homens da corporação.

O Secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, chegou a sobrevoar o local por mais de uma hora, até o início da madrugada, quando a situação já estava sob controle. Ele disse que a operação não tem prazo para terminar. "Continuemos a saturação até o momento que for necessário. Isso não só para prender [os responsáveis pelo confronto], mas também para dar tranquilidade à população."

Paraisópolis é a segunda maior favela da cidade, com 80 mil moradores. Segundo a secretaria, o objetivo dos policiais é vigiar todas as saídas e prender os autores das infrações que ocorreram no início da noite de ontem.

*Com informações da Agência Brasil e Folha Online

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