Diretor-geral do Senado mostra documentos contra denúncia sobre mansão

Priscilla Mazenotti
Da Agência Brasil
Em Brasília

O diretor-geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, apresentou nesta segunda-feira (2) diversos documentos para contestar reportagem segundo a qual ele teria escondido da Justiça uma casa em bairro nobre de Brasília (DF) no valor de R$ 5 milhões.
  • Lula Marques/Folha Imagem - 27.02.2009

    "Eu comprei [o imóvel], mas não podia pôr no meu nome porque eu estava com os bens indisponíveis. Então, na época, em vez de comprar no meu nome, eu comprei no nome do João", disse Agaciel à Folha


Com a declaração de Imposto de Renda, certidão negativa e escritura, ele afirma que declara a casa desde 1996, quando a comprou. Agaciel disse que, na época, pediu a seu irmão, o deputado João Maia (PR-RN), que comprasse a casa quando ela havia sido anunciada, em setembro de 1996, enquanto ele pudesse vender o imóvel em que morava e comprasse a casa do irmão, o que ocorreu dois meses depois.

Omissão à Receita

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhou nesta segunda-feira ofício ao Tribunal de Contas da União pedindo a apuração das denúncias



Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" acusa Agaciel de ter escondido a casa por estar com os bens indisponíveis pela Justiça. "Não estava com meus bens indisponíveis e a prova é a escritura original, que mostra que vendi a casa em que morava. Não poderia vender um bem se os meus bens estivessem indisponíveis", disse. "A afirmação de que estava escondendo minha casa também não é verdadeira. Estranho é alguém dizer que você estava escondendo uma casa onde você mora há 13 anos", completou.

Agaciel ainda contestou o valor dado à casa pela reportagem. Segundo ele, por ser em frente a uma usina de tratamento de lixo, o imóvel está desvalorizado e poderia ser vendido "talvez por R$ 2,5 milhões, nunca por R$ 5 milhões".

Ele ainda disse que não pretende renunciar ao cargo, que ocupa há 14 anos. "Eu teria de ter cometido um erro grave para poder sair do cargo. Não vejo motivo para me afastar, porque cumpro todas as exigências do cargo e porque sou competente para exercê-lo. Já passei por sete presidentes da casa, sou servidor de carreira com nível superior. Entendo que não mereço isso", explicou-se, acrescentando que permanece no cargo até 2011. "O presidente Sarney me confirmou no cargo."

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhou ofício ao Tribunal de Contas da União pedindo "urgência possível e as providências necessárias para apurar a denúncia" contida no jornal sobre a evolução patrimonial de Agaciel Maia.

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