Após reunião de presidenciáveis, Aécio critica programa habitacional de Dilma

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

O governador de Minas Gerais e pleiteante a candidato à Presidência da República em 2010, Aécio Neves (PSDB), foi o único a sair do encontro de presidenciáveis ocorrido na noite desta terça-feira em Brasília dando alfinetadas em um dos adversários. Ele fez críticas à política habitacional do governo Lula, tema da reunião ciceroneada pela ministra petista Dilma Rousseff e possível adversária em 2010.

ENCONTRO DE PRESIDENCIÁVEIS

Sérgio Lima/Folha Imagem
Ministros Dilma e Mantega receberam os governadores

Aécio, a ministra Dilma e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), três dos nomes que despontam como virtuais candidatos à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, se encontraram em Brasília para discutir os detalhes de um pacote de habitação que deve ser anunciado pelo governo federal dentro de 15 dias. Também participaram do encontro os governadores Roberto Requião (PMDB), do Paraná, e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro.

Aécio criticou a proposta do governo, apresentada por Dilma, que prevê a construção de 1 milhão de moradias. Segundo a previsão do Planalto, metade disso seria construída neste ano e metade em 2010.

O programa que o governo federal deve anunciar prevê financiamento pela Caixa. A principal crítica do governador mineiro é contra a centralização do programa no âmbito federal. Ele acredita que haveria maior eficiência se verbas fossem repassadas para os Estados. Para Aécio, os recursos deveriam ser repassados para as Cohabs (Companhia de Habitação) estaduais. "Sem as estruturas estaduais, demoraria mais de dois anos para isso."

Os pemedebistas presentes, Requião e Cabral, elogiaram a proposta. "A conclusão a que nós chegamos é que cada Estado tem necessidades diferentes. Nós vamos apresentar propostas ao governo", disse o paranaense. Ele diz que o modelo de construção deve ser diferente para cada Estado no país.

Cabral elogiou a proposta do governo sem ressalvas. "É uma importante medida anticrise. Renova uma cadeia produtiva que gera empregos", disse o governador.

Segundo Cabral, a proposta do governo, na forma com que se encontra atualmente, deve dar uma elasticidade de inadimplência de até 36 meses. Já as pessoas que recebem até três salários mínimos pagarão parcelas "que são praticamente nada", segundo o governador.

Os participantes da reunião negaram que houvesse algum clima da eleição de 2010 no ar. "Candidato? Acho que não. Foi uma conversa de muita colaboração", disse Aécio. Requião também negou o clima. "Não vi. Inclusive por parte do tucano mor presente na reunião [José Serra], não vi nenhuma má vontade."

Serra e Dilma não falaram com a imprensa após a reunião. Ela durou cerca de meia hora.

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