Sarney determina que servidores da presidência do Senado devolvam valor de horas extras

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou nesta quarta-feira (11) que os servidores de seu gabinete devolvam o dinheiro recebido por horas extras durante o mês de recesso parlamentar do Congresso.

Sarney disse que seria bom para a imagem da Casa se os demais servidores fizessem o mesmo.

"Não quero dar conselho a ninguém, mas acho que seria a melhor maneira de erguer a imagem da instituição. Isso é uma decisão de cada um, mas seria uma boa solução para todos nós", afirmou o senador.

O senador explicou que o pagamento de horas extras não é um benefício aleatório, mas um adicional destinado a remunerar pessoas que trabalham até as 20h ou 22h. Sarney disse que todos os chefes de gabinetes ou de quaisquer setores da Casa sabem quais são os funcionários que têm direito a receber essa remuneração.

"É errado o servidor receber hora extra sem trabalhar. Nós devemos tomar medidas que sejam efetivas e até mesmo radicais", afirmou Sarney.

Para evitar mal-estar e desgaste com pagamentos irregulares do benefício, Sarney determinou que os chefes de gabinete de todos os 81 senadores estabeleçam uma lista dos funcionários que possam receber horas extras de acordo com "a dinâmica do trabalho" que executam.

O Senado gastou mais de R$ 6 milhões com o pagamento de horas extras a 3.883 funcionários em janeiro, período de recesso parlamentar, quando não são realizadas sessões, reuniões ou votações de matérias. O pagamento foi autorizado pelo então 1º secretário do Senado, Efraim Morais (DEM-PB), três dias antes de deixar o cargo.

*Com informações da Agência Senado

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