"Quem sabe futuramente", diz Protógenes no Rio de Janeiro sobre possível candidatura

André Naddeo
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Atualizado às 18h30

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz participou de um ato público, com tom de comício, organizado pelo PSOL no Rio de Janeiro "contra a corrupção e o desemprego" e afirmou, a jornalistas, que poderá, futuramente, se candidatar a algum cargo político.

Protógenes fala em "clamor popular"

"Vim apenas participar desta palestra. Eu gosto de ser delegado da Polícia Federal. No momento, eu sou delegado em exercício. Há um clamor público por uma possível candidatura, mas, no momento, permaneço delegado. Quem sabe futuramente...", declarou.

Protógenes subiu no carro de som sobre o qual também estavam a ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República, Heloísa Helena, hoje vereadora em Maceió, e o deputado federal por São Paulo, Ivan Valente.

Na próxima quarta-feira (8 de abril), Protógenes irá depor na CPI dos Grampos da Câmara dos Deputados. Um dos objetivos do novo depoimento, segundo o presidente da Comissão, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), é descobrir possíveis contradições no depoimento anterior prestado pelo delegado da operação Satiagraha.

Protógenes diz que investigação sobre Camargo Corrêa esconde algo maior

O delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, disse que a Operação Castelo de Areia, que investigou doações da construtora Camargo Corrêa a partidos políticos, esconde "algo maior" que ainda virá à tona. "Estou me referindo a fatos que, de início, não são revelados na investigação em razão da compartimentação de que são revertidos esses dados, por isso não podem ser revelados, mas que no futuro podem ser revelados, como no caso da Satiagraha foram revelados", afirmou


O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal, concedeu ao delegado um habeas corpus preventivo que dá a ele o direito de ficar calado em seu depoimento na CPI dos Grampos.

Polêmico
O delegado se tornou o centro das mais recentes polêmicas envolvendo a Operação Satiagraha, na qual foram presos o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Banco Opportunity, o mega-investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, em julho de 2008.

O corregedor de Polícia Federal Amaro Vieira, que investiga a atuação de Protógenes na Satiagraha, decidiu indiciá-lo pelos crimes de violação do sigilo funcional e da Lei de Interceptações, por supostos abusos no comando da operação.

Protógenes também comentou sobre a reportagem da revista "Veja" de 7 de março de 2009, na qual é apontado como responsável por uma "máquina tenebrosa de espionagem" e acusado de ter supostamente realizado grampos ilegais de autoridades como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e até a vida amorosa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em entrevista exclusiva ao UOL Notícias, Protógenes rebateu as denúncias da revista e que disse que não teme ser preso pelas supostas irregularidades que teria cometido nas investigações da Satiagraha.

Em entrevista ao UOL Notícias, Protógenes diz que não acredita em prisão pela CPI:

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