Tarso Genro volta a negar favorecimento de partidos em relatório da PF

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a afirmar hoje (6) que não houve favorecimento a partidos da base aliada no relatório final da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investiga crimes financeiros e repasses da construtora Camargo Corrêa.

Genro disse que na próxima semana, quando dará explicações a senadores da Comissão de Constituição e Justiça, vai mostrar que sempre quando os resultados de investigações da PF são divulgados "há estremecimento".

"São as dores do parto da democracia e da República", disse. "Essa queixa [de favorecimento] também já houve em outras oportunidades. Isso é uma coisa natural", completou

O ministro reforçou que "obviamente" nenhum partido foi privilegiado. Ele ressaltou que as investigações da PF são orientadas ou realizadas em conjunto com o MP.

A oposição apresentou um requerimento para que Tarso e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, prestassem esclarecimento sobre a exclusão de três partidos da base do governo do relatório final da operação: PT, PV PTB, que teriam recebido repasses da Camargo Corrêa. No documento remetido à Justiça Federal, a PF citou sete partidos: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos