Temer critica cobertura da imprensa nas decisões sobre verba indenizatória

Ivan Richard
Da Agência Brasil
Em Brasília

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), fez duras críticas à imprensa nesta quarta-feira pelo que classificou de tentativa de colocar a Casa contra a opinião pública. Temer afirmou que a Mesa Diretora vai divulgar nota para esclarecer os fatos noticiados hoje (8) pelos principais jornais do país, com referência à verba indenizatória.

Em tom de desabafo, o presidente da Câmara defendeu a liberdade de imprensa, mas cobrou que os atos da Casa sejam relatados de acordo com a verdade dos fatos.

"Temos feito o possível para trabalhar. Rejeitamos a medida provisória que causava atrito entre o Legislativo e o Executivo, que foi a MP das Filantrópicas, votamos outra MP que permitiu ao Banco do Brasil comprar pequenas instituições financeiras. Votamos ainda o projeto de lei proibindo o trote nas universidades e também a lei que obriga a instalação dos airbags", lembrou Temer.

"As críticas são benvindas e uma imprensa livre é fundamental, mas, quando fazemos coisas adequadas, elas precisam ser relatadas corretamente", completou o peemedebista, fazendo reparos à cobertura dos principais veículos de comunicação do país.

A revolta dos membros da Mesa Diretora, externada pelo presidente da Casa, ocorreu devido à forma como foram divulgadas as decisões tomadas ontem (8) pela direção da Câmara. Em relação à autorização para reformas de parte dos apartamentos funcionais da Casa, Temer explicou que a decisão não foi tomada na reunião de ontem e sim no ano passado.

"Ela foi tomada no ano passado, as empresas já estão contratadas e trabalhando. O que foi decidido foi uma modificação no projeto de reforma", argumentou, apontando desinformação da imprensa sobre o que noticiou.

Sobre a verba indenizatória, Temer disse que na semana passada não havia sido decidido nada, mas sim apresentado um estudo sobre mudanças nas regras feita pelo 1º secretário da Casa, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG).

"Ele apresentou um estudo com uma série de restrições, mas não houve decisão. Ontem, sim, decidimos. Portanto, não houve recuo, como foi publicado nos jornais de hoje", reclamou o presidente da Casa.

Temer ainda lamentou a proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que propôs um plebiscito para decidir sobre o fechamento ou não do Congresso. "Se não respondermos e tivermos uma resposta concreta, estaremos prejudicando a democracia".

O corregedor e o 2º vice-secretário da Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), também fez um desabafo contra as notícias públicas hoje. Ele criticou uma foto publicada pelo jornal O Globo, na qual ele aparece rindo ao lado do deputado Inocêncio de Oliveira (PR-PE). "Distorceram o que foi discutido naquela reunião. A nossa reunião não está reproduzida nos veículos de imprensa hoje", reclamou.

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