Lobão diz que redução do preço da gasolina só deve vir em quatro ou cinco meses

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em Una (BA)

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (20) que o governo está discutindo a readequação do preço da gasolina e do diesel apenas para os próximos quatro ou cinco meses.

Lobão diz que é mais fácil "subir no pau de sebo" do que conseguir licença para hidrelétrica no Brasil

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje que é "mais fácil subir num pau de sebo do que conseguir permissão ambiental para construir uma hidrelétrica" no país. Lobão foi um dos convidados para discutir sustentabilidade ambiental no 8º Fórum Empresarial de Comandatuba, na Bahia. Segundo ele, as dificuldades obrigam a construção de usinas termelétricas de carvão e óleo diesel, muito mais poluidoras

"Por que os preços não baixam [agora]? Porque eles não subiram", afirmou Lobão. "Quando o barril do petróleo foi a US$ 150, não houve elevação do diesel e da gasolina. Agora o petróleo desceu bastante", disse. Para ele, a Petrobras precisa, neste momento, ser compensada pelo período em que manteve o preço estabilizado.

O barril de petróleo fechou hoje a US$ 45,88 na Bolsa de Nova York. Em Londres, o preço do barril fechou a US$ 49,86.

A queda dos preços no petróleo é consequência da crise econômica mundial. Desde que a tendência se estabeleceu, no final do ano passado, não houve redução de preços da gasolina e do diesel no Brasil.

A Petrobras reluta em repassar essa redução, argumentando justamente que segue uma política que visa a evitar variações excessivas de preço. Essas variações podem pressionar a inflação em momentos de alta do preço internacional da commoditie.

Questionado por jornalistas se o consumidor não está pagando adiantado por um benefício futuro, Lobão respondeu que o consumidor "está pagando atrasado por um benefício que já recebeu". Segundo ele, a Petrobras precisa manter esta política para poder realizar os investimentos previstos, especialmente na extração de petróleo do pré-sal.

Lobão também defendeu hoje a retirada da Eletrobrás da meta de superávit primário do governo. Tal medida, já adotada com a Petrobras, permitiria que a estatal do setor elétrico realizasse investimentos com maior liberdade, sem ter de contribuir para o caixa do governo.

"A Eletrobrás precisa disto para fazer investimentos, inclusive fora do país. Estamos fazendo cinco hidrelétricas no Peru, uma na Argentina." Segundo ele, a medida ainda está sendo discutida dentro do governo, e encontra resistências no Ministério da Fazenda.

O jornalista Haroldo Ceravolo Sereza viajou a Una (BA) a convite da organização do Fórum Empresarial de Comandatuba

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos