Opportunity diz que pedido de indiciamento de CPI contra Daniel Dantas é "arbitrário" e acusações são "falsas"

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Em nota, o Opportunity classifica como "arbitrário" o pedido de indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do grupo, pela CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara dos Deputados. Após três adiamentos consecutivos, a nova relatora da CPI, deputada Iriny Lopes (PT-ES), decidiu incluir o banqueiro nos pedidos de indiciamento do relatório final da comissão, aprovado nesta quinta (7).

CPI aprova pedido de indiciamento de Dantas e poupa Protógenes e Lacerda

A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara aprovou nesta quinta-feira o relatório final da comissão



Segundo a relatora, há fortes indícios de que Dantas tenha realizado escutas ilegais durante a disputa do Grupo Opportunity com a Telecom Italia para a aquisição da Brasil Telecom, o que precisa ser melhor apurado pelo Ministério Público.

"Se a CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas quiser apurar de onde vieram essas falsas acusações contra Daniel Dantas, é conveniente examinar o processo italiano, onde existe acusação de fraude e de interceptações ilegais no Brasil. Os crimes foram praticados pelo grupo de espiões arregimentado pela Telecom Itália. O grupo de espiões arregimentado pela Telecom Itália fez o que acusam o sr. Daniel Dantas de ter feito", diz o Opportunity. (Veja a íntegra da nota aqui)

"Mesmo que ele já esteja sendo investigado pela Polícia Federal, com ações no Ministério Público e no Judiciário, acreditamos que a inclusão reforça a necessidade de se apurar também escutas clandestinas executadas a mando do banqueiro. A CPI não tem poder de indiciamento, mas de colaborar com o encaminhamento da documentação ao Ministério Público e requerer abertura de ação contra os denunciados", disse a parlamentar.

O relatório da CPI dos Grampos havia sido lido na semana passada pelo então relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), que não incluiu o nome de Dantas nos pedidos de indiciamento. Pellegrino afastou-se da CPI para ocupar a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado da Bahia.

Outros ouvidos pela CPI foram poupados, como o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha. O pedido de indiciamento de ambos aparece apenas em votos que estão em "anexo" no relatório. Já na primeira versão, de Pelegrino, os pedidos de indiciamento sequer haviam sido sugeridos.

Também foi pedido o indiciamento do sargento da Aeronática Idalberto Matias de Araújo, por suposto vazamento de material sigiloso de operações da PF. Além dele, aparecem a delegada Eneida Taguary, por suposta execução de escuta ambiental sem autorização judicial, o detetive particular Eloy Ferreira Lacerda e o policial civil Augusto Pena.

(*Com informações da Agência Brasil)

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