Dilma segue internada com inflamação muscular nas pernas

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 14h39

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, segue internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde a madrugada desta terça-feira para tratamento de dores nos membros inferiores causadas por um quadro de inflamação muscular (miopatia). Novo boletim foi divulgado pelo hospital às 11h40 de hoje.

Quadro da ministra é estável, diz hospital

  • Dilma, que faz tratamento contra um câncer, segue internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde a madrugada desta terça-feira (19) para tratamento de dores nos membros inferiores causadas por um quadro de inflamação muscular



Segundo a assessoria do hospital, o quadro de Dilma é estável, e ela faz uso de analgésicos. Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico hospitalar, e Riad Younes, diretor clínico, são os médicos responsáveis pela equipe que está tratando a ministra.

Dilma, em tratamento de um câncer linfático, sentiu dores nas pernas após uma sessão de quimioterapia realizada na última quinta-feira.

Ontem à tarde, Dilma já havia passado por um hospital de Brasília, onde foi medicada contra a dor. Em torno de 22h, médicos providenciaram um transporte aéreo para o Sírio-Libanês, em São Paulo. Ela deu entrada no hospital por volta das 3h desta madrugada.

Na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está informado sobre o estado de saúde de Dilma.

No dia 25 de abril, Dilma anunciou a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros da axila esquerda. De acordo com os médicos, o tratamento é preventivo e deve durar cerca de quatro meses. Ainda segundo os médicos, as chances de cura são de, no mínimo, 90%.

Especialista
Segundo o médico Cármino de Souza, professor titular de hematologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a miopatia é um efeito colateral comum do uso de corticóide, tipo de medicamento que pode integrar a terapia contra o câncer.

Sem comentar especificamente sobre o caso de Dilma, já que não integra a equipe que a examina, o médico ressalta que "todo tratamento quimioterápico pode causar uma série de efeitos adversos e eles variam de pessoa para pessoa".

Entre algumas consequências frequentes, ele lista alterações no sangue, como queda de glóbulos vermelhos e aumento de risco para infecções, prisão de ventre e queda de cabelos, assim como sintomas neurológicos, como diminuição de sensibilidade e dores.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Sírio Libanês, os médicos da ministra não quiseram informar se as dores nos membros inferiores possuem relação com o tratamento.

*Com informações da Folha Online

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