ACM Neto classifica de "inadmissível" argumento de perseguição política de deputado do castelo

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

O corregedor da Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), rebateu nesta quarta-feira (20) as declarações de seu ex-colega de sigla Edmar Moreira (sem partido-MG) de que foi alvo de perseguição política. Em depoimento ao Conselho de Ética, o deputado que ficou conhecido pelo caso do castelo, chorou, afirmou que é alvo de acusações "irresponsáveis" e que não quer ser julgado por nenhum membro do DEM. Edmar é suspeito de usar a verba indenizatória de forma irregular e responde por quebra de decoro.

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"É inadmissível o argumento de perseguição política. Eu acho que o deputado partiu para o ataque porque não tinha como se defender", afirmou ACM Neto. O deputado alegou ainda que criou uma comissão de cinco membros para apurar o caso de Edmar, com membros de partidos diferentes, enquanto poderia ter feito isso sozinho, como parte de sua atribuição como corregedor.

Deputado presta depoimento sobre uso irregular de verba

  • Sérgio Lima/Folha Imagem

    O deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), ficou conhecido pelo caso do castelo em Minas Gerais



Em seu depoimento, Edmar Moreira questionou a isenção no julgamento pelos membros do partido do qual foi expulso no último mês de março e atacou o corregedor da Câmara, a quem acusou de ser responsável por seu "achincalhamento" público. "Desde o início já me condenaram sem tomar conhecimento dos fatos", disse Edmar, que ainda disse que Neto foi "algoz" e "ponta de lança" na batalha contra o "deputado do castelo".

"Perseguição, injustiça, malvadeza"
No depoimento, Edmar Moreira se emocionou. Ele é acusado utilizar a verba disponível para cobrir despesas relacionadas ao mandato, após ser eleito 2º secretário da Mesa, para pagar seus seguranças pessoais -R$ 15 mil mensais a que tem direito. Mas as notas fiscais mostram que os contratados saíram de suas empresas de vigilância.

"Ficará evidenciado neste conselho o dolo, a perseguição, a injustiça, a malvadeza, a ilegalidade que vem sendo cometida contra minha pessoa. Tenho certeza de que meus pares farão cessar tamanha injustiça, senão imoralidade, em meu desfavor, a respeito dessas acusações irresponsáveis", afirmou o deputado.

Na reunião, Nazareno Fonteles (PT-PI) estreou na relatoria do processo, no lugar de Sérgio Moraes (PTB-RS), afastado por antecipar que iria absolver Edmar. Moraes afirmou que "se lixava para a opinião pública" e desistiu de voltar à relatoria. Ele foi o primeiro a chegar no conselho e afirmou: "Fui amordaçado".

ACM Neto rebate acusação de Edmar



Caso do castelo
Edmar Moreira renunciou este ano ao cargo de corregedor da Câmara, envolvido em outra polêmica, um castelo no interior de Minas Gerais, que não foi declarado à Justiça Eleitoral. O imóvel valeria R$ 25 milhões.

"Quando terminei a obra do castelo, eu não tinha absolutamente nenhum mandato eletivo. Qual foi o erro de levar a minha cidade um empreendimento hoteleiro que, se Deus quiser, ainda vai gerar crescimento para a minha região?", questionou nesta tarde.



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