PDT quer obrigar dissidentes a assinar pedido de CPI, mas marca reunião só para o meio de junho

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

A Executiva estadual do PDT decidiu convocar o Diretório Regional do partido para "obrigar" os três deputados estaduais dissidentes da bancada a assinarem o requerimento que cria a CPI da Corrupção na Assembléia gaúcha. A CPI, proposta pelo PT, tem como objetivo investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB).

A reunião, que teve a presença dos três deputados que se recusam a assinar o pedido, durou mais de duas horas e foi tensa. O presidente nacional do partido, Vieira da Cunha, cobrou unidade partidária na questão. "A bancada não pode ficar dividida. Se esgotarmos a via do entendimento e do convencimento, a saída regimental é convocar o Diretório para obrigar a seguir a orientação partidária", disse antes do encontro.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também apoia a investigação. O ex-governador Alceu Collares, um dos caciques pedetistas no Rio Grande do Sul, já se declarou favorável à CPI. Foi dele a estratégia de convocar o Diretório Regional para enquadrar os deputados dissidentes.

O Diretório vai se reunir no dia 15 de junho. Até lá, o comando pedetista espera que os parlamentares possam ser convencidos da importância da CPI. A Executiva tentou, sem sucesso, convencer os deputados Kalil Sehbe, Giovani Cherini e Gerson Burmann a apoiar a investigação. Mas eles saíram antes mesmo de terminar a reunião da Executiva.

"Não há fatos objetivos que sustentem uma CPI", disse Sehbe. Ele atuou como porta-voz do grupo dissidente. Segundo os parlamentares, uma investigação agora também poderia tumultuar o ambiente político do Rio Grande do Sul.

O Diretório é composto por 200 representantes partidários de todo o Estado. No caso de decidir apoiar a investigação contra Yeda, os deputados dissidentes têm de referendar o pedido de CPI. Outros três deputados estaduais do partido já assinaram o requerimento.

A criação da CPI depende de mais duas assinaturas de deputados. Até agora, 17 parlamentares já referendaram o documento, de um total de 19 assinaturas necessárias. São alvo da oposição também os deputados Cássia Carpes (PTB) e Alexandre Postal (PMDB). Os dois já admitiram que podem assinar o pedido se o Ministério Público Federal confirmar que está investigando membros do governo de Yeda Crusius.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos