Gastos de vereadores de SP com verba de gabinete variam de R$ 12 a R$ 15 mil

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Em abril, o gasto dos vereadores de São Paulo com verba de gabinete variou de R$ 12,45 a um valor mais de mil vezes maior, R$ 15.293,69, segundo dados divulgados na prestação de contas do site da Câmara Municipal da cidade.
  • Marlene Bergamo/Folha Imagem - 12.11.2008

    Toninho Paiva (PR) foi o que mais gastou; segundo ele, a sobrinha, que controlava bem seus gastos, precisou sair do gabinete por causa da proibição do nepotismo

  • Raimundo Pacco//Folha Imagem - 21.08.2007

    Carlos Apolinário (DEM), o vereador que menos gastou em abril, consumiu apenas R$ 12,45



O limite de gastos por mês de cada um dos 55 vereadores de São Paulo é de R$ 14.859,38, mas o parlamentar pode ultrapassá-lo se não tiver chegado ao teto nos meses anteriores.

O campeão de gastos em abril, segundo o publicado no site, foi Toninho Paiva (PR). Ele gastou R$ 15.293,69, distribuídos em combustível (R$ 1.787), locação de veículo (carro oficial, R$ 1.616,93), material de escritório (R$ 2.855,69), elaboração de site e hospedagem (R$ 1.491), contratação de pessoa jurídica (R$ 450), telefone fixo (R$ 1.815,51), móvel (R$326,34), correio (R$ 2.647,52), seminários (R$ 1.500), serviços gráficos (R$ 700), internet (R$ 29,90), limpeza de veículo (R$ 60) e xerox (R$ 13,80).

Nos quatro primeiros meses deste ano, Paiva gastou R$ 57.592,94 - uma média mensal de 14.393,24. "Se eu tenho esse instrumento, vou usar esse instrumento", afirmou ele ao UOL Notícias.

O vereador afirmou que gastou mais do que o teto em abril porque, nos meses anteriores, não chegara ao limite. O vereador também responsabilizou seu gabinete pela prestação de contas elevada. "Já disse [à chefe de gabinete] que não adianta querer me agradar." Em abril de 2008, Paiva gastou R$ 8.986,60.

Nepotismo
Paiva conta que, até o ano passado, quem controlava os gastos de seu gabinete era uma sobrinha. "Ela controlava bem." Depois, teve de demiti-la, por conta da proibição do nepotismo. "Não procuro nota, não peço nota de uma coisa para comprar outra."

Sobre os gastos com gasolina, ele afirmou que vai questionar seu motorista, quando ele se recuperar de um tratamento de saúde. "Quero saber o que houve."

O mais econômico
Carlos Apolinário (DEM), o vereador que menos gastou em abril, consumiu apenas R$ 12,45 com xerox feitas pela própria Câmara. Nesse caso, ele não chega a ser reembolsado. Os gastos feitos com esse serviço na Casa durante o mês são contabilizados e descontados da verba mensal a que o vereador tem direito.

Apolinário diz que não acompanha as prestações de conta de seu gabinete. "Cada um tem um jeito de exercer o mandato. Eu não mando carta aos eleitores, por exemplo", afirmou. Apolinário também não usa o carro oficial.

De janeiro a abril, segundo o site da Câmara, o gabinete de Apolinário gastou R$ 4.147,14, numa média de R$ 1.036,79.

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