Arthur Virgílio discursará sobre "poder demasiado" dado a ex-diretor do Senado

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) confirmou há pouco que fará um discurso ainda na tarde desta segunda-feira (22) sobre a crise no Senado. O parlamentar disse que pretende falar com a presença do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), porque também falará sobre ele. Virgílio disse que trará sua análise sobre a situação criada pelo "poder demasiado" dado ao ex-diretor do Senado, Agaciel Maia.

"Vou falar sobre como vejo essa situação insustentável que foi criada - hoje estou convencido disso - nesta casa a partir do poder demasiado que senadores de pouco calibre de escrúpulos concederam a essa figura que se tornou um meliante, um bandido, chamado Agaciel Maia", disse.

Em entrevista à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo , Arthur Virgílio disse que senadores como Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP) estariam sendo chantageados por Agaciel Maia.

Arthur Virgílio afirmou em plenário que sua expectativa é que o movimento por reformas "custe o que custar", tenha apoio da maioria dos parlamentares, "sem meio termo, sem melindre, sem medo de ferir quem quer que seja".

Na última sexta-feira, o presidente Sarney anunciou a criação de uma comissão de sindicância para apurar responsabilidades no caso dos atos secretos que seriam utilizados para criação de cargos e aumento de salários. A medida deverá ser discutida pelos senadores em reunião marcada para esta terça-feira.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um eventual afastamento de servidores dependerá do resultado das investigações da comissão. "Esse é um detalhe que cabe avaliar a sindicância. Se faz uma sindicância exatamente para se ter o diagnóstico apurando responsabilidades. Aqueles que são responsáveis devem ser com urgência, demitidos, ou pelo menos afastados até a conclusão das investigações pelo Ministério Público. É da boa prática administrativa afastar os acusados quando eles estão sendo investigados."

Questionado por jornalistas se tem conhecimento de alguma tentativa de chantagem, o senador negou. "Não tenho conhecimento. Primeiramente tenho dificuldade de acreditar que algum senador se submeta a chantagem. Chantagista não pode chegar perto da gente quando há respeitabilidade."

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