Tuma diz que suspeita contra Sarney não é caso para a Corregedoria do Senado

Luciana Lima
Da Agência Brasil
Em Brasília

O corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PTB-SP), disse que a Corregedoria da Casa não vai abrir procedimentos para apurar as denúncias de atos secretos e o envolvimento do presidente José Sarney e de parentes em favorecimentos. Tuma disse que prefere aguardar o resultado das investigações que estão sendo realizadas por uma comissão de sindicância criada para apurar quem é o responsável pelos atos secretos do Senado.

"Temos que aguardar um pouco até que a investigação apresente um resultado. O Banco Central tem que apontar as irregularidades que foram cometidas", afirmou Tuma.

Mesmo diante de denúncias envolvendo parentes do presidente Sarney, como a participação de seu neto na articulação de contratos de crédito consignado junto a funcionários do Senado, Tuma ressaltou que ainda não verificou situações que "firam a ética" da Casa. Outra denúncia dá conta de que uma funcionária do gabinete de Sarney mora há cerca de cinco anos em um prédio destinado exclusivamente a senadores.

"A Corregedoria só tem que atuar em fatos que firam a ética do Senado", disse o corregedor, que também se esquivou de opinar sobre a permanência de Sarney no cargo de presidente do Senado. Ao ser questionado se Sarney deve deixar o cargo, ele se limitou a responder: "Esse é um assunto pessoal."

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