Lula diz que pobres com um centavo estimulam economia mais que ricos com um milhão

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (26) que medidas de assistência social e de estímulo da indústria neste ano estão impulsionando o consumo dos mais pobres e servem de motor para a recuperação da economia em meio à crise mundial.

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Em discurso em Itajaí (SC) para comemorar o Dia do Pescador, Lula afirmou que dados do programa Luz para Todos indicam que a população mais pobre se beneficiou tanto da instalação de redes elétricas como da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Lula: "pobres com um centavo estimulam economia mais que ricos"



Em abril, o governo decidiu reduzir por três meses o imposto das geladeiras (de 15% para 5%), fogões (de 5% para zero), máquinas de lavar (de 20% para 10%) e o de tanquinhos, (de 10% para zero).

"Das famílias que receberam o Programa Luz para Todos, 83% compraram televisão, 79% compraram geladeira e 47% compraram aparelho de som. Isso significa que depois que colocamos o Luz para Todos, 1,57 milhão televisores, 1,49 milhão geladeiras e 894 mil aparelhos de som [foram vendidos]", afirmou Lula no discurso. "No comércio varejista, o pessoal ficou de boca aberta. Para mim isso só tem um significado: dê uma oportunidade a um pobre ou dê um centavo que ele faz produzir mais do que um rico faz produzir um milhão de reais", completou o presidente.

Na quinta-feira (25), o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, afirmou que a pasta está "virando a página" do assistencialismo no país, em entrevista a emissoras de rádio, ao ser questionado se o programa Bolsa Família representa um assistencialismo exagerado.

Lula voltou a reclamar dos entraves legais para fazer obras no Brasil e culpou a Assembleia Constituinte de 1988, da qual fez parte, por um exagero nas fiscalizações que acaba travando o país - reclamação que ele fez em 2007 em seu discurso de posse no segundo mandato.

"Hoje a gente anuncia uma obra, mas até conseguir licença ambiental, demora meses, anos", criticou. "E não é por causa de ministro ou secretário. É por causa da estrutura de fiscalização", afirmou ele.

Apesar de citar os problemas com a legislação ambiental, Lula evitou fazer comentários sobre a MP da Amazônia, que foi sancionada ontem e criticada por especialistas e membros de movimentos sociais por permitir a regularização de terras invadidas por grileiros no meio da floresta.

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