Arthur Virgílio pede investigação de todos os senadores que ocuparam presidência durante a era Agaciel Maia

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizado às 17h21

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) pediu na tribuna do plenário do Senado, nesta segunda-feira (29), a investigação de todos os presidentes da Casa ao longo dos 14 anos em que Agaciel Maia desempenhou a função de diretor-geral. Ele também pediu que sejam investigados todos os primeiros secretários que ocuparam o cargo durante a gestão de Agaciel.

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"Quero investigação dura sobre todos os primeiros secretários que estiveram no cargo durante a gestão do senhor Agaciel Maia, quero investigação sobre todos os presidentes da gestão destes 14 anos, quero a saída da presidência de José Sarney."

O tucano disse que "não vai se calar" enquanto o presidente não estiver fora do cargo, afirmando que Sarney (PMDB-AP) "não tem a mínima condição moral de permanecer à frente da direção dessa Casa".

O senador se junta a outros parlamentares, como Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) que também defenderam em plenário o afastamento do presidente da Casa. Diante das diversas denúncias que pairam sobre o Senado, ao menos dois pedidos de investigação do peemedebista Sarney pelo Conselho de Ética estão sendo preparados pela oposição. Falta apenas colocar o conselho em funcionamento, o que exige a indicação de parlamentares para a função.

Sarney ocupa pela terceira vez a presidência do Senado. Antes, havia sido presidente entre os períodos de 1995-1997 e 2003-2005. Também passaram pela presidência os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), entre 2007 e 2009, Tião Viana (PT-AC), em 2007, Renan Calheiros (PMDB-AL), entre 2005 e 2007. O atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também foi presidente da Casa, em 2001, de acordo com informações da página oficial do Senado na internet.

Empréstimo de Agaciel Maia
O senador Arthur Virgílio também discursou em defesa própria, respondendo à acusação publicada pela revista "Isto É", de que teria recebido um empréstimo de US$ 10 mil de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, afastado do cargo por conta de denúncias.

Arthur Virgílio acusou a publicação de "vender" matérias para o governo do Amazonas, o que seria comprovado por publicidade daquele Estado na revista. Na opinião do senador do PSDB, a revista é "uma central de achaques" e um "órgão de imprensa fictício".

O senador confirmou ter tido problemas com seu cartão de crédito para pagar despesas durante uma viagem a Paris, mas negou ter pedido dinheiro diretamente a Agaciel. "Se eu quisesse ligar em busca de dinheiro, teria ligado pra algum senador rico amigo meu. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é meu amigo e é rico".

O tucano disse ter pedido sim uma intervenção no Banco do Brasil para saber o que tinha acontecido com os cartões. O pedido teria sido feito ao amigo - na classificação feita pelo próprio senador no discurso - Carlos Homero Vieira Nina, que teria procurado Agaciel Maia em busca do dinheiro. "Ele se dirigiu a alguém que ele considerava amigo", disse Virgílio.

O senador também voltou a citar o pagamento que o Senado fez ao tratamento de mal de Alzheimer da mãe, que teria custado R$ 780 mil. Disse ter solicitado informações da Mesa Diretora "sobre a legalidade ou não legalidade" das despesas que o Senado bancou.

Arthur Virgílio também pediu novamente a demissão de Agaciel Maia, do ex-diretor de recursos humanos João Carlos Zoghbi, e do "fantoche" Alexandre Gazineo (substituto de Agaciel e que também foi afastado da direção-geral). O senador voltou a destacar ainda que colegas estão envolvidos com as irregularidades que pesam sobre Agaciel Maia. "Teve senador que apadrinhou esse corrupto para roubar, para enriquecer e que deve ter dividido o dinheiro com muita gente".

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