Peemedebistas falam em "golpe" e defendem permanência de Sarney

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Senadores do PMDB manifestaram apoio ao colega de partido e presidente do Senado, José Sarney (AP), após a decisão do DEM de sugerir seu afastamento da presidência enquanto as denúncias de irregularidades forem investigadas.

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Ao sair da reunião da bancada peemedebista, Almeida Lima (SE) foi enfático, ao classificar o movimento pelo afastamento de Sarney como uma tentativa de "golpe". "Isso é um golpe, uma excrescência. Falar em Sarney deixar a presidência é excrescência política."

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"Essa questão do Sarney não existe, isso é bem anterior a ele, vem a partir do momento em que o PMDB constituiu maioria nesta Casa", afirmou o senador. O PMDB conta com 19 representantes no Senado.

Em plenário, Valdir Raupp (RO) também defendeu o presidente da Casa, dizendo que seu apoio "decorre do fato de acreditar plenamente na honestidade e honradez do presidente desta Casa, que, quando tomou conhecimento de atos ilícitos adotou todas as medidas necessárias para punir os que cometeram erros e colocar o Senado Federal no rumo da moralidade pública e administrativa."

"Não podemos afastar ou pedir a saída de um presidente de uma Casa tão importante como o Senado Federal, simplesmente porque aconteceram alguns fatos com diretores, com servidores, com empresas. Não temos esse direito de pedir, mesmo que seja por 60 dias. Não existe renúncia, não existe afastamento por 60 dias. Todos nós sabemos. Vamos pedir, então, ao Presidente da República, quando tiver algum problema, que se afaste por 60 dias. Isto não existe", disse.

Na opinião do senador, Sarney "não pode ser responsabilizado por atos escusos praticados por servidores". Raupp pediu para que os partidos que compõem a Casa avaliarem as "medidas moralizadoras tomadas pela atual gestão".

A voz dissonante ficou por conta do senador Garibaldi Alves Filho (RN). Ele disse que "numa situação dessas, pediria licença mesmo correndo o risco de não voltar ao cargo".

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