Sarney diz a Lula que não vai sair e apresenta medidas para conter crise no Senado

Do UOL Notícias*
Em São Paulo e Brasília

Em reunião de uma hora e meia na tarde desta sexta-feira (3), o presidente do Senado, José Sarney, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas administrativas para conter a crise no Senado e disse que essas medidas servirão para que ele lidere a retomada da normalidade na Casa.

Segundo relatos de fontes do governo, Sarney afirmou a Lula que não irá se licenciar ou renunciar ao cargo.

Sarney avaliou que a oposição está tirando proveito da situação para causar problemas ao governo e chegar ao cargo de comando do Senado. O presidente Lula manifestou apoio a Sarney, na tentativa de resolver a crise na Casa.

O encontro ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da presidência da República. Sarney chegou ao CCBB por volta de meio-dia pela entrada privativa, usada apenas pelos comboios do presidente Lula e do vice-presidente, José Alencar.

O presidente do Senado não falou com a imprensa e se limitou a acenar para os jornalistas.

Não concordo em demonizar o presidente Sarney, defende Dilma

  • Uma mansão não declarada, à Justiça Eleitoral, aumentou a pressão sobre José Sarney. O presidente do Senado divulgou uma nota, para explicar a omissão. Ele também se encontrou com o presidente Lula, e conseguiu manter o apoio do Governo, para continuar no cargo

Crise no Senado
Na tarde desta sexta, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), defendeu Sarney e cobrou explicações do DEM, partido que o apoio nas eleições à presidência da Casa e que agora pede seu afastamento temporário.

Na tarde de ontem (2), o líder do PT do Senado, Aloizio Mercadante, afirmou no plenário que o partido seguiria as recomendações do presidente Lula sobre a permanência do presidente do Senado no cargo, em discurso que priorizou a manutenção da aliança com o PMDB, fundamental na sucessão presidencial em 2010 na provável candidatura de Dilma. Mas ressalvou que a posição da bancada permanecia a mesma: "Não estamos pedindo a renúncia de Sarney, apenas um afastamento temporário", disse.

Quatro partidos se manifestaram favoráveis ao afastamento temporário de Sarney enquanto durarem as investigações de irregularidades na Casa, principalmente atos secretos de nomeação de parentes e apadrinhados do próprio presidente do Senado -PSDB, PDT, PSOL e o aliado do peemedebista em sua eleição, DEM.

*Com informações da Agência Brasil





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