Depoimentos à comissão que investiga atos secretos não tiveram ata, diz Virgílio

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta segunda-feira (6) que não houve atas de depoimentos concedidos à comissão de sindicância que investigou os atos secretos na Casa.

De acordo com o tucano, a oitiva do ex-diretor-geral Agaciel Maia, realizada no último dia 29, foi realizada sem a presença de um funcionário da taquigrafia e, portanto, não teve ata registrada. "Isso é um escândalo", disse Virgílio, para quem a falta de registro "significa uma fraude, uma proteção, um favoritismo, uma indignidade". Ele pede explicações sobre a ausência de registro do depoimento.

O senador disse ainda que o mesmo ocorreu com outra oitiva de Agaciel Maia pela comissão de sindicância e também do ex-diretor de recursos humanos João Carlos Zoghbi, realizadas no dia 25 do mês passado. Para o senador, as "atas fantasmas", como as classificou, permitem que se registre apenas o que se quer. "Eu queria saber que perguntas fizeram a ele, que nível de sindicância houve etc."

"É por isso que eu entendo que o presidente José Sarney (PMDB-AP) não tem condição de permanecer à frente desta Casa. Esses detalhes mostram que não há isenção por parte dele para se tocar esta Casa", criticou Virgílio.

Na última semana, o senador tucano havia sugerido ao presidente da comissão de sindicância solicitasse ao Ministério Público o pedido de quebra de sigilo bancário de Agaciel Maia. Virgílio reforçou a sugestão em plenário nesta segunda-feira. "Seria importante que se quebre o sigilo para saber para quem ele distribuía seus cheques e suas benesses nesta Casa."

O senador também solicitou a listagem dos servidores cedidos ou requisitados pelo Senado a outros órgãos da administração e relação de funcionários que fizeram cursos no exterior, desde 95, com o que foi gasto e as vantagens do curso para o Senado.

Presidindo a sessão plenária desta segunda-feira, o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que encaminharia os pedidos do senador tucano ao primeiro vice-presidente da Mesa Diretora, Marconi Perillo (PSDB-GO), que seria responsável pelas oitivas.

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