Mais cotado para presidir o Conselho de Ética do Senado pede para deixar o grupo

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O líder do PSB no Senado, Antonio Carlos Valadares (SE), oficializou em carta nesta quarta-feira (15) seu pedido para deixar o Conselho de Ética. Valadares vinha sendo apontado como um dos principais candidatos para presidir o conselho e chegou a afirmar nesta terça que havia consenso em relação ao seu nome.

Na carta endereçada ao líder do PT no Senado, Aloísio Mercadante (SP), no entanto, ele diz que a decisão de deixar o conselho é "irrevogável" e reclama exatamente da falta de consenso em torno de sua escolha para presidir o colegiado.

"Cheguei a pensar e a afirmar que meu nome poderia alcançar o consenso tão esperado para presidir o Conselho de Ética, pro indicação de Vossa Excelência, mas isso não aconteceu, apesar do seu empenho sincero e o de tantos outros líderes, inclusive da oposição, aos quais agradeço o apoio recebido", diz Valadares.

"Em nenhum momento pedi ou desejei assumir posição tão delicada e complexa da presidência do conselho, que exige muita serenidade e dedicação integral. Garanto-lhe que, se assumisse função tão espinhosa, faria o trabalho de maneira correta, com isenção e imparcialidade, sem jamais afrontar o direito e a justiça", acrescentou o senador, na carta.

Para o senador Renato Casagrande (PSB-ES), há um "objetivo claro de blindar" o presidente Sarney no Conselho de Ética. "Os indícios são ruins e é importante alertar o grupo que está comandando o Senado que, se pesar demais a mão, pode azedar de vez o clima no Senado", disse. "É importante que haja um equilíbrio. As pessoas não podem ir pra lá já tendo uma posição pró ou contra o presidente Sarney."

Eleição dos integrantes
Nesta terça, o plenário do Senado aprovou os nomes dos integrantes do conselho, que estava desativado desde o início do ano porque as lideranças partidárias não haviam indicado parlamentares para sua composição. A reunião para eleger o presidente, contudo, ficou esvaziada e acabou não ocorrendo. A oposição reclamou e condicionou a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) à eleição do presidente do conselho.

O impasse estaria relacionado ao PMDB, que defenderia o nome do suplente Paulo Duque (RJ) para a presidência.

O senador Gim Argello (PTB-DF), um dos principais articuladores do governo no Senado, minimizou o impasse na noite de terça, ao dizer que não havia disputa pelo cargo e que se Valadares fosse eleito, seria uma boa escolha, por ele ser da base aliada.

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