Vereadores e empresários de Cuiabá são indiciados por desvio de R$ 7,5 milhões da Câmara Municipal

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 16h18

A Delegacia Fazendária de Cuiabá concluiu nesta quinta-feira (16) o inquérito que aponta desvio de R$ 7,5 milhões dos cofres da Câmara Municipal durante a gestão do vereador Lutero Ponce (PMDB), nos anos de 2007 e 2008. As informações são do jornal "Diário de Cuiabá".

No total, 12 parlamentares foram acusados, mas Ponce é o único que responderá pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsificação de documentos públicos e privados e falsidade ideológica. Outros sete empresários responderão por crimes de fraude em processos licitatórios. Os delegados não revelaram os nomes dos envolvidos porque alguns entre eles não possuem relação direta com a quadrilha responsável pelas fraudes.

Ana Maria Alves Neves, mulher de Lutero Ponce, responderá por formação de quadrilha e peculato, por supostamente ter solicitado à dona da empresa Bela Flor notas fiscais em branco, que foram indevidamente preenchidas para justificar uma aquisição direta no valor de R$ 18 mil.

Entre os indiciados, cinco estão com mandados de prisão revogados. Dois empresários foram presos no dia em que foi deflagrada a operação para combater a quadrilha, mas foram liberados por terem contribuído com as investigações. A Justiça já decretou a prisão de 11 pessoas, porém seis delas estão foragidas.

Segundo a Polícia Civil, foi apreendido na casa de Ponce um cheque de R$ 7.220 que comprova o conhecimento do parlamentar do envolvimento da sua gestão com empresas acusadas de participação nas licitações fraudulentas. O cheque de emitido no nome da empresa Bela Flor, a mesma que, atendendo à solicitação da sua mulher, emprestou quatro notas fiscais em branco. Anteriormente, Ponce havia negado qualquer envolvimento com a empresa.

Paulo Taques, advogado do ex-presidente da Câmara Municipal, afirmou ao UOL Notícias que ainda não tomou conhecimento do relatório de denúncia da Delegacia Fazendária. "Iremos esperar o MPE fazer a denúncia. Só então apresentaremos nossos argumentos de defesa", disse.

O inquérito deve ser enviado nas próximas horas ao Ministério Público Estadual (MPE). O promotor de Justiça Célio Furio, responsável pela Defesa do Patrimônio Público, solicitou cópias para formular a denúncia à Justiça.

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