Lula diz que Brasil deve iniciar 2010 em situação "altamente confortável"

Paula Laboissière
Da Agência Brasil
Em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (20) que o governo trabalha com a hipótese de que o Brasil iniciará o ano de 2010 em uma situação "altamente confortável, produzindo bem e vendendo bem". Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, ele avaliou que o país vive "um momento importante" na economia, mas que é preciso "cautela", uma vez que a crise financeira internacional ainda persiste nos Estados Unidos e na União Europeia.

"Tomamos todas as medidas que tínhamos que tomar para incentivar a economia, facilitar o crédito, incentivar o consumo. O que estamos notando são números expressivos na indústria automobilística, na venda de geladeiras, de máquinas de lavar roupa e de fogões", disse. Para Lula, o comércio brasileiro está "voltando com força".

O presidente lembrou que, nos últimos cinco meses, o Brasil apresentou crescimento na geração de postos de trabalho com carteira assinada. Para ele, o fato de o país já ter recuperado metade dos empregos que perdeu no auge da crise significa que, até o final deste ano, poderá recuperar "tudo o que perdeu".

"Queremos que o Brasil volte ao ritmo de crescimento que tinha antes da crise para que, em pouco tempo, se transforme em uma das economias mais importantes do mundo", disse.

Como exemplo, Lula destacou que, enquanto a General Motors foi "vítima de uma crise profunda" nos Estados Unidos e chegou a receber US$ 30 bilhões do governo norte-americano para se reerguer, a GM no Brasil anunciou um investimento de R$ 2 bilhões até 2012.

"Uma demonstração de que as indústrias voltaram a confiar no Brasil e estão percebendo a solidez da economia brasileira", afirmou. "Entramos em uma fase de crescimento, que tem de ser sustentável."

Legado
Ao comentar sua participação no 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e na 6ª Marcha dos Prefeitos na semana passada, o presidente Lula disse que ter estabelecido uma relação com os movimentos sociais é "o grande legado" do governo.

"Minha participação demonstra que temos uma relação muito importante com os movimentos sociais. Já fizemos mais de 50 conferências a nível nacional", disse em seu programa semanal Café com o Presidente. "Essa relação é uma coisa muito sadia para a sociedade e vai fortalecendo a construção da democracia no Brasil", completou.

Nos últimos anos, a UNE recebeu críticas de que teria estreitado laços com Lula e amenizado seu discurso. Em entrevista à Agência Brasil, a ex-presidente do órgão, Lúcia Stumpf, admitiu que o relacionamento da organização com o governo federal mudou desde as eleições de 2003, mas negou que a independência da UNE esteja comprometida.

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