Sérgio Guerra considera "estranha" divulgação de denúncia sobre viagem

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

"Senado está vivendo momento crítico"


O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta segunda-feira (10) que considerou "estranho" a denúncia de que o Senado teria arcado com os custos de uma viagem de sua filha Helena aos Estados Unidos, em fevereiro de 2007. Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo diárias no valor de R$ 4.580 foram pagas com dinheiro público.

"Nunca fui informado, nunca soube, nunca ninguém me perguntou nada sobre isso. Nunca soube que ninguém no Senado estava discutindo essa questão. Agora, estranhamente, essa coisa aparece. Sou homem público e tenho que esclarecer tudo, mas quero dizer que considero pelo menos estranho o aparecimento disso agora", disse.

Questionado sobre a possibilidade de motivação política para a publicação da denúncia, o senador não quis atacar a base governista. "Eu não fulanizo isso, não atribuo isso a ninguém. Só acho estranho que uma coisa que deu há dois anos atrás de repente apareça e provoque essa discussão. O fato concreto é que viajei por motivos médicos".

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Guerra voltou a dizer que poderá devolver o dinheiro, caso fique provado que houve irregularidade. Mas descartou que tenha ocorrido falha na liberação do dinheiro. "Não fiz nada de ilegal. A solicitação foi feita conforme as instruções do Senado, a aprovação foi dada da mesma maneira".

O senador explicou que sua filha o acompanhou durante cinco dias na viagem aos Estados Unidos em busca do diagnóstico para um problema no intestino. A reportagem da Folha menciona um relatório da Secretaria de Controle Interno do Senado pedindo a devolução dos recursos. O documento teria sido encaminhado ao TCU (Tribunal de Contas da União).

O atual diretor da Secretaria de Controle Interno, Eduardo Torres, divulgou nota nesta segunda afirmando que o titular da secretaria quando a viagem foi realizada não solicitou a devolução dos valores pagos à filha de Guerra. A nota afirma que não houve cobrança por "não remanescer dúvida quanto à licitude, haja vista a configuração de imperiosa necessidade de acompanhar o agente público em viagem".

A nota diz ainda que a decisão do então diretor, Shalom Granado, divergia da área técnica da secretaria. Contudo, baseia a decisão da secretaria em um ato da Mesa Diretora que prevê o pagamento de despesas durante viagem a pessoa que, "não possuindo vínculo com a Administração Pública Federal, seja convidada a prestar serviços ou participar de eventos, em caráter temporário, eventual ou emergencial relacionados a atividades para as quais o Senado Federal não disponha de servidor habilitado".

Guerra defendeu o acompanhamento de sua filha dizendo que ela era a pessoa "mais indicada" para viajar com ele naquele momento. "Eu estava bastante doente, havia vários diagnósticos no Brasil e fui recomendado a consultar um médico americano sobre um câncer no intestino. Minha filha trabalha, ela pediu licença para viajar comigo."

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