Marina Silva diz que candidatura à Presidência não depende de pesquisas eleitorais

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Nova Lima (MG)

A senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, reforçou que nesta terça-feira a decisão de disputar a Presidência da República pelo PV não depende de pesquisas eleitorais, depois de o instituto Datafolha divulgar no domingo que a intenção de voto da parlamentar na corrida pelo Palácio do Planalto está hoje em 3%.

Apesar de negar que já tenha aceitado o convite da legenda, a senadora avaliou que a "revisão programática" do PV a faz ponderar sobre a mudança, depois de ela deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta de discordâncias com setores da administração federal, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"Coloquei muito claramente que não estava me subordinando a uma questão de candidatura, a priori, e muito menos a pesquisas. Aliás, se eu fosse me pautar por pesquisa, nunca teria participado de nenhum processo político, porque quando nós iniciamos o Partido dos Trabalhadores lá no Acre a gente não tinha três nem dois. A gente tinha traço", disse, referindo-se a porcentagens de pesquisas eleitorais.

Marina Silva participou de evento nesta terça-feira (18) na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela fará parte do Conselho Consultivo Internacional da fundação. O conselho visa planejar ações de desenvolvimento sustentável.

Questionada se o PV estava se inclinando mais à direita no tabuleiro político, a senadora afirmou que a sustentabilidade redefiniu o quadro.

"Há muito tempo eu venho fazendo esse debate da sustentabilidade, e o mundo não se divide mais nessas categorias de esquerda ou direita. A sustentabilidade ressignifica a política, porque o desafio é de tamanha ordem que vai precisar da contribuição de todo mundo: dos empresários, dos trabalhadores, dos jovens, das mulheres, das crianças, dos formadores de opinião", afirmou.

Ela disse ainda que não vai especular sobre a sua possível saída do PT por entender que essa atitude não seria "ética", mas "desrespeitosa" aos seus 30 anos de trajetória no partido.

Marina se esquivou de responder sobre ter imagem de "inimiga do desenvolvimento", que teria sido atribuída a ela por alguns empresários, o que ajudou a aprofundar o afastamento dela em relação a Dilma, mulher forte do governo Lula e potencial candidata do PT à sucessão presidencial em 2010.

"Não estou me colocando como candidata. Não vou me colocar nesse lugar de candidata, dando respostas de candidata. Vão ficar atrás aqueles que continuarem fazendo oposição entre meio ambiente e desenvolvimento", disse.

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