Mercadante coloca à disposição o cargo de líder do PT no Senado

Maurício Savarese*
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 21h24

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), colocou nesta terça-feira (18) seu cargo à disposição porque não quer substituir os membros do partido no Conselho de Ética da Casa por dois representantes de partidos da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Há duas vagas livres no conselho. Elas eram ocupadas por João Ribeiro (PR-TO) e Antônio Valadares (PSB-SE). Em seus lugares, seriam colocados Romero Jucá (PMDB-RR) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

Nesta quarta-feira (19), o órgão se reúne para decidir se serão desarquivadas representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Jucá e Cavalcanti são senadores próximos a Sarney e podem garantir os votos necessários para o arquivamento definitivo de todos os processos contra o presidente do Senado na reunião do Conselho de Ética.

"Eu me recuso a fazer esse tipo de coisa. Se for para fazer que seja com outro líder", disse Mercadante, de acordo com sua assessoria de imprensa. Pouco depois, senadores petistas declararam apoio a Mercadante no plenário: Eduardo Suplicy (SP), Flávio Arns (PR), Augusto Botelho (RR) e Paulo Paim (RS).

Jucá e Cavalcanti são senadores próximos a Sarney e garantiriam os votos necessários para o arquivamento definitivo de todos os processos contra o presidente do Senado na reunião do Conselho de Ética que será realizada nesta quarta-feira (19).

Romero Jucá, que é líder do governo no Senado, reagiu. "Terminou-se discutindo a posição do PT no Conselho de Ética. Mas o voto no Conselho de Ética não é do partido, é de cada um", disse. Sem adiantar seu voto, Jucá se mostrou disposto a fazer o que o Planalto desejar. "Eu sou líder do governo e estou disposto a tudo por ele".

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O senador petista Delcídio Amaral (MS), um dos suplentes do conselho, afirmou que manteve conversas com o presidente do PT, deputado federal Ricardo Berzoini, e que foi surpreendido pela afirmação de Mercadante. "Como ele coloca uma posição dessas, oficial, sem estar discutindo isso conosco?", disse Delcídio, demonstrando irritação.





* Colaborou Piero Locatelli, em Brasília

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