"O exercício do poder distorceu muito as ações do PT", diz Aécio Neves

André Naddeo
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Atualizada às 13h07

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), criticou o PT nesta segunda-feira (24) durante evento no Rio de Janeiro. "O exercício do poder distorceu muito as ações do PT", disse.

"O exercício do poder distorceu muito as ações do PT"



Aécio concorre com o governador de São Paulo, José Serra, a indicação do PSDB para concorrer ao Planalto.

"O PT hoje tem muito mais um projeto de poder do que um projeto de país", acrescentou Aécio, que ainda completou dizendo que o PT "terá que se reencontrar com a sua militância, aquela que sonhou com um partido que defendia e agia de forma ética".

PV e PSDB juntos
Aécio Neves comentou ainda a saída da senadora Marina Silva do PT. Para ele, PSDB e PV (provável destino de Marina) hoje são aliados. "Eu vejo uma proximidade maior do PV conosco do que com o próprio governo, até porque a senadora Marina tem sido muito crítica em relação à política ambiental do próprio governo", explicou Aécio.

"A candidatura da Marina traz para o núcleo, para o debate eleitoral uma questão muito importante para o Brasil daqui 10, 20 anos, que é o tema da sustentabilidade", disse Aécio. Na sexta-feira, outro tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também disse que uma candidatura presidencial de Marina Silva obrigaria os concorrentes ao Planalto a debater seriamente a questão ambiental (leia mais aqui).

Reformas
O governador de Minas Gerais pediu um compromisso dos partidos que venham a disputar a eleição em torno de uma agenda do Estado brasileiro, com a agenda da reforma política, tributária e da previdência.

"A grande questão agora não é ficarmos brigando pela paternidade desse ou daquele programa, ou quem fez mais se foi FHC ou se foi o Lula. O ponto é o que ficou por fazer", afirmou. "É isso que permitirá ao Brasil no final dessa crise crescer não a 4% e 4%, mas entre 7% e 8%, que é o potencial que a nossa economia tem", completou.

A nova CPMF
Aécio diz que governa o Estado com o maior número de municípios (853) e que todo o ano 300 deles não tem condições de pagar o 13º salário. "Ou nós interrompemos esse processo de concentração [de renda] que faz com que 70% de tudo que é arrecadado vá para a União ou nós vamos avançar para viver num Estado unitário. Portanto, não tem cabimento nesse momento discutirmos novos impostos", disse.

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