Presidentes de PT e PMDB se reúnem por alianças para eleições de 2010

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), se reuniram nesta segunda-feira (24), em São Paulo, para discutir uma aliança formal entre seus partidos para as eleições presidencias de 2010 em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

Temer, que é presidente licenciado do PMDB, afirmou que "há muita gente interessada nessa aliança e o que vamos fazer é intensificar essas conversas". De acordo com ele, os partidos precisam aparar arestas nas disputas por cinco governos estaduais: São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e Mato Grosso do Sul.

Rumo a 2010

  • Danilo Verpa/Folha Imagem

    Os deputados Beroini (PT-SP), à esq., e Temer (PMDB-SP), tentam fechar alianças dos Estados

Berzoini disse que a candidatura da ministra é "o objetivo máximo" nas negociações entre os partidos, que também envolveram o líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP), e o líder do governo na Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

"Queremos o máximo de alianças com partidos da base", afirmou Berzoini. "Descontentes sempre vai haver, mas não há caso perdido. No Rio Grande do Sul, PT e PMDB sempre se enfrentaram, mas há casos em que podemos ter respeito."

Temer e Berzoini negaram que as conversas entre os partidos tenham ganhado novo ânimo depois de o PT votar pelo arquivamento de 11 representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética da Casa.

"Por incrível que pareça, isso não foi sequer tocado", afirmou o presidente do PT, que negou a existência de um acordo entre os partidos para salvar Sarney, pressionado por denúncias de mau uso do dinheiro público, e de favorecer familiares e assessores no Senado. "Essas são conversas que já duram quatro meses", disse o presidente licenciado do PMDB.

Estados
Embora os presidentes dos partidos não tenham citado, membros das suas siglas citam a eleição mineira como um dos maiores entraves para a aliança. O ministro das Telecomunicações, Hélio Costa, pré-candidato pelo PMDB, lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários contra dois adversários petistas: o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. PT e PMDB também estão afastados no Distrito Federal.

Em São Paulo, o PMDB é presidido por Orestes Quércia, que já antecipou posição a favor da pré-candidatura tucana do governador José Serra. "Não temos apoio da cúpula [do PMDB paulista], mas há muitos militantes e prefeitos mais próximos", afirmou o presidente do PT.

No Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça, Tarso Genro, lidera as pesquisas de intenção de voto para a sucessão da governadora Yeda Crusius (PSDB). O PMDB faz parte da base da administração tucana e tem dois pré-candidatos ao Palácio do Piratini: o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Gernamo Rigotto.

Na Bahia, onde PT e PMDB fizeram alianças em 2006, o governador petista Jaques Wagner e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, romperam. O ministro afirmou que será candidato ao governo em 2010.

No Pará, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) vem enfrentando resistência para sua candidatura à reeleição por parte do ex-governador Jader Barbalho.

No Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli (PMDB) deve enfrentar um petista na disputa estadual do ano que vem: o ex-governador Zeca do PT ou o senador Delcídio Amaral.

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