Sem informações sobre denúncia, oposição tenta adiar depoimento de gerente da Petrobras

Do UOL Notícias*
Em Brasília

Atualizado às 16h52

Com o plenário da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras esvaziado, o senador tucano Álvaro Dias (PR) tentou suspender a sessão destinada a ouvir o depoimento do gerente geral de implementação de empreendimentos para a refinaria de Abreu Lima, Glauco Colepicolo Legatti, no município de Ipojuca, em Pernambuco.

A refinaria é alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sob suspeita de superfaturamento. Segundo documentos do TCU, R$ 121 milhões foram pagos a mais na construção da obra em Ipojuca (PE).

Álvaro Dias alegou que horário de reunião não é adequado porque contrasta com o horário da sessão no plenário do Senado. O tucano também reclamou da rejeição de 63 requerimentos apresentados por senadores na reunião passada e que a CPI ainda não tem cópia do processo do TCU.

"Os requerimentos são fundamentais para que a investigação ocorra. Há a necessidade de se deliberar separadamente sobre cada um deles. Não podemos inovar para pior. Não se pode ouvir ninguém para se defender sem antes ouvirmos quem vai acusar. Há uma afirmação do TCU de que houve superfaturamento. Não temos nem o inquérito da operação Castelo de Areia. Acho até que não devermos realizar a reunião de hoje", reclamou o tucano.

A oposição não conseguiu convocar o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, para a sessão. Ele é acusado pelo TCU de sonegar documentos relativos à obra.

Os seis senadores presentes à reunião ouviram o gerente que fez uma apresentação técnica. Legatti apresentou um vídeo sobre a refinaria e neste momento relata como ocorreu o processo de licitação e contratação dos serviços.

"Hoje somos oposição e o senhor é governo, mas, quem sabe, no futuro, nós estaremos em posições opostas", disse o tucano, dirigindo-se ao presidente da CPI, senador João Pedro (PT-AM).

Na última reunião da CPI, quando foi ouvido o diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo) Victor Martins, a oposição também abandonou a sessão em protesto à forma como os trabalhos estavam sendo feitos.

Lina Vieira
O governo arquivou os requerimentos da oposição na última sessão da CPI, no dia 18 de agosto. Entre eles, estavam pedidos de documentos sobre a Petrobras e a convocação de Lina Vieira.

Ex-secretária da Receita Federal, Lina apontou irregularidades na mudança do regime fiscal da empresa, que teria rendido à estatal mais de R$ 4 bilhões. O sucessor de Lina no cargo, Otacílio Dantas Cartaxo, compareceu à CPI e afirmou que não haviam irregularidades na operação da Petrobras.

Segundo Dias, a oposição não desistiu da convocação de Lina e os pedidos devem ser reapresentados com nova redação. Dias não adiantou quando isso deve ser feito.

"Estamos apenas aguardando o momento adequado," disse o senador.

* Com informações da Agência Brasil

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