No Piauí, 90% das prefeituras fecham as portas em protesto contra o governo federal

Yala Sena
Especial para o UOL Notícias
Em Teresina

Em protesto contra as constantes quedas de receita, mais de 200 prefeitos piauienses fecharam as portas e realizam ato público em Teresina, capital do Piauí, nesta terça-feira (8).

  • Yala Sena

    Prefeitos do Piauí vão às ruas para pedir verbas

  • Yala Sena

    Passeata ocorreu no centro de Teresina

Vestidos com camisas brancas com os dizeres "Prefeituras fechadas, governo federal quebrou os municípios", 178 prefeitos fizeram passeatas pelo centro da capital criticando a queda no FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e a redução de 33% no Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Hoje, somente hospitais e postos de saúde funcionam no interior do Estado.

Segundo a APPM (Associação Piauiense de prefeitos), que lidera o movimento, o Piauí perdeu mais de R$ 30 milhões nos últimos seis meses. Os setores mais afetados são educação, saúde e obras de infra-estruturas.

O presidente da APPM, Francisco Macedo, prefeito de Bocaína, disse que a caminhada é para chamar a atenção dos piauienses sobre as dificuldades que vivem os municípios. Os prefeitos saíram da frente do Palácio de Karnak, sede do governo estadual, e seguiram em caminhada até a Assembléia Legislativa.

"Tivemos uma adesão de 90% dos prefeitos (dos 223 municípios) e queremos mostrar que não concordamos com essa política de massacre aos municípios", disse o presidente da APPM.

O prefeito de Batalha, Amaro José de Freitas Melo (PTB), informou que nos últimos seis meses amarga uma perda de R$ 300 mil mês. Ele vai defender que os municípios fechem as portas das prefeituras um dia na semana para a contenção de gastos e estude a possibilidade de cobrança de impostos da população. "Vamos ter que negociar, com os funcionários, cortes em gratificações e buscar receitas alternativas", afirmou Amaro Melo.

Sílvio Mendes, prefeito de Teresina, capital do Piauí, aderiu ao movimento e fechou a prefeitura nesta terça-feira. Sílvio Mendes disse que a previsão é de que Teresina terá uma perda de R$ 69 milhões nos 12 meses deste ano. "Tivemos que fazer corte e suspender obras para não comprometer a folha de pagamento", disse o prefeito.

O movimento contou com o apoio do senador Mão Santa (PMDB), que participou do ato na Assembleia Legislativa, e do deputado federal Júlio Cesar (DEM-PI).

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos