Presidente da Câmara antecipa nomes para comissões do pré-sal e busca acordo para acabar com obstrução

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizada às 20h09

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), antecipou nesta terça-feira (8) os nomes dos presidentes e relatores das comissões que vão analisar os projetos do pré-sal enviadas pelo Executivo ao Congresso na última semana. O anúncio oficial, contudo, deverá ser feito apenas nesta quarta-feira.

O projeto mais cobiçado, que trata da mudança do sistema de concessão para o de partilha na exploração da nova camada de petróleo, terá como presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) e como relator Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara.

O projeto que trata da capitalização da Petrobras será analisado por uma comissão presidida por Arnaldo Jardim (SP), do oposicionista (PPS), e o relator do projeto será o ex-ministro da Fazenda e atual deputado federal pelo PT de São Paulo, Antonio Palocci.

A proposta que cria o fundo social terá como relator João Maia (PR-RN) e a comissão será presidida por Rodrigo Rollemberg (DF), líder do PSB. Já a matéria que cria a estatal Petro-Sal, que administrará a exploração do pré-sal, será relatada por um integrante do PP, em uma comissão que deverá ser presidida por Brizola Neto (PDT-RJ). O nome que tem sido apontado para a relatoria é o de Luiz Fernando Faria (MG).

Obstrução
Os nomes de Henrique Eduardo Alves e Antonio Palocci já eram dados como certos desde a semana passada. Havia um impasse em relação à disputa no PT, resolvida com a presidência destinada ao ex-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Os outros nomes ainda podem sofrer alguma alteração até o anúncio oficial.

Nesta quarta, Michel Temer vai se reunir com líderes da base governista e da oposição para resolver uma outra questão relacionada ao pré-sal. A oposição entrou em obstrução na última semana e assim permanece, em protesto contra a urgência para análise das propostas. Com a urgência, definida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do envio das matérias ao Congresso, o prazo para votação na Câmara e no Senado é de 90 dias.

"Eu vou conversar com os líderes da oposição e do governo amanhã. Vamos tentar encontrar um caminho que vai nos permitir impedir a obstrução. Acho que todos poderão estar de acordo com a fórmula que vamos apresentar", disse Temer.

O presidente da Câmara afirmou que poderá ser negociado um prazo um pouco mais amplo, de até 60 dias, para a votação. "Isso vai depender da conversa com os líderes. Esse acordo será fielmente cumprido, eu serei de alguma maneira o fiador dessa composição, desse acordo".

A oposição cobra a retirada formal do pedido de urgência, que foi negada pelo presidente Lula em reunião com líderes da base aliada na última semana.

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