PMDB quer definir aliança com PT mesmo sem garantia de Dilma na disputa, diz Temer

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O presidente licenciado do PMDB, deputado Michel Temer (SP), afirmou nesta segunda-feira (21) que o partido vai definir a aliança nacional para as eleições presidenciais de 2010 antes mesmo de resolver problemas com o PT em Estados estratégicos como Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, e Bahia, onde petistas e peemedebistas estão rompidos.

Cotado para vice-presidente na chapa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer ver encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Temer, que é também presidente da Câmara dos Deputados, considera a definição necessária mesmo sem a garantia de que a petista seja candidata à sucessão.

"É preciso fazer definições sobre aliança. A candidatura até eventualmente pode verificar-se posteriormente", disse Temer a jornalista após conversa com empresários na Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). "No particular, as lideranças todas do PMDB estão concordes que deve haver uma definição da aliança nacional para saber para onde nós vamos. Isso facilita o diálogo com os Estados."

De acordo com a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, Dilma aparece em segundo lugar nas intenções de voto, tecnicamente empatada com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e bastante atrás do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). No cenário em que o candidato tucano é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, ela também aparece em segundo lugar e Ciro lidera.

O presidente licenciado do PMDB elogiou também a entrevista de Dilma à "Folha de S.Paulo", na qual ela diz que se sentiria honrada em continuar o governo de Lula. "Ela começou a dizer que é [candidata]. A ideia do PMDB é que se tivermos que fazer aliança que as pessoas se definam para que a aliança possa consolidar-se", disse.

No mês passado, Temer se reuniu em São Paulo com Lula, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e líderes dos dois partidos na Câmara. Ali, detectaram problemas entre os partidos nos seguintes Estados: Pará, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Membros do partido afirmam nos bastidores que a negociação da presença na chapa presidencial conta para o PMDB para demover candidaturas arriscadas, como no Pará, onde o deputado Jader Barbalho se mostra disposto a evitar a reeleição da governadora petista Ana Júlia Carepa. Em outros, como o Rio Grande do Sul, a impossibilidade de as legendas se unirem é histórica.

"O PMDB participando de uma aliança não ficará em posição subalterna. Ficará em igualdade de condições com o partido com o qual venha a fazer aliança. Começam os momentos das definições", afirmou Temer.

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