Quércia pede para Temer adiar aliança do PMDB com o PT em 2010

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizada às 17h42

O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia reuniu-se nesta terça-feira (22) com o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, para tratar do apoio do partido para as eleições presidenciais do próximo ano.

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No único cenário em que é possível comparar os dados, Serra passou de 38% para 34%. Quem mais subiu foi o pré-candidato do PSB, o deputado federal Ciro Gomes (CE).

Quércia defende apoio ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e Temer articula para ser vice na candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), do PT.

Segundo Quércia, o encontro foi para "manifestar a preocupação dos diretórios" em relação à definição do apoio à ministra Dilma em 2010. "Entendemos que é uma coisa muito precipitada, precisaríamos discutir melhor essa posição com os companheiros de partido".

Nesta segunda-feira (22), Temer pediu agiliade na decisão sobre as alianças. "É preciso fazer definições sobre aliança", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

Quércia, presidente do diretório estadual do PMDB em São Paulo, voltou a se manifestar favoravelmente a um apoio ao PSDB de José Serra. "Existem pessoas que querem apoiar candidato do Lula e existe, como é o meu caso, quem entende que o PMDB poderia apoiar a candidatura do Serra". Serra é o candidato que aparece em primeiro lugar na disputa ao Planalto de acordo com diferentes institutos de pesquisa.

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Quércia destacou que o ideal não é passar a definição nacional para os diretórios, mas sim "ver o que está acontecendo nos Estados para então tomar a decisão nacional". "Há muitas mudanças ocorrendo hoje nos diretórios estaduais do PMDB. Elas poderão mudar o quadro, que muita gente pensa que é de um lado e entendemos que possa ser do outro lado".

"Eu pessoalmente não sou favorável a um apoio ao governo (Lula). Provavelmente, hoje não temos mais de 50% (a favor do apoio a Serra), mas até a convenção poderemos ter mais de 50%", acrescentou.

O ex-governador disse ter "restrições" à candidatura petista. "Acho que vai ser melhor para o país se o PT não eleger o presidente, se o presidente for o Serra, pela experiência política que ele tem, pelo que ele significa, porque ele sabe fazer obras. O governo não sabe fazer obras, está até esquecendo de usar o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)".

Contudo, Quércia destacou que o diálogo continuará nas próximas semanas e que nenhuma situação está descartada. "Vamos continuar a conversa. Política é conversa. E quem decide é a convenção, no ano que vem. Até lá, nada impede de começar a conversar sobre o assunto."

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