Sarney promete acabar com 500 cargos no Senado

Claudia Andrade
Do UOL Notícias*
Em Brasília

Atualizada às 12h03

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou na manhã desta quinta-feira (24) que vai acabar com 500 cargos da estrutura da Casa. Esses cargos foram criados, mas não haviam sido ocupados ainda.

Sarney promete cortar cargos no Senado



"Eu tomei uma decisão muito importante. Decidi extinguir 500 cargos da estrutura do Senado e vou levar essa decisão para a Mesa referendar", afirmou Sarney.

Atualmente existem 3.400 cargos ocupados no Senado. ALém desses, há mais de mil cargos vagos e, desses mil, metade será extinta, conforme anunciou Sarney.

De acordo com Haroldo Tarja, diretor-geral do Senado, maior parte dos cargos extintos são técnicos, da gráfica do Senado. Segundo Tarja, o setor tem passado por enxugamento nos últimos anos devido à informatização. Além disso, muitos funcionários da gráfica se aposentaram e as vagas não foram repostas.

Proposta da FGV
Sarney havia solicitado à Fundação Getúlio Vargas (FGV) um estudo para enxugar o quadro funcional e conter os gastos excessivos.

No estudo elaborado pela fundação para o Senado, o orçamento da Casa deve encolher 13%: uma redução anual de R$ 376 milhões do total de R$ 2,859 bilhões.

Um dos principais focos do projeto de reforma administrativa, a ser implementado nos próximos dois anos, é o corte de 20% dos 3.400 efetivos.

Os servidores comissionados também devem ser reduzidos, mas a meta é mais modesta: 10% do total de 2.881. Os terceirizados também poderão ser reduzidos e a previsão é de um corte de 30% dos 3.518 servidores. No total, o Senado tem 9.731 funcionários.

Cada senador poderá ter, no máximo, 28 funcionários (três efetivos e 25 comissionados). Hoje eles podem ter 88 (nove efetivos e 79 comissionados). Essas mudanças não valerão para os atuais senadores: as alterações serão feitas somente a partir de 2011, quando começará uma nova legislatura.

A FGV propôs o corte de 43% dos cargos de chefia. A fundação já havia apresentado outro relatório, mas fez algumas alterações depois que recebeu sugestões de funcionários e de senadores.

O número de diretorias e a previsão de corte foi alterada. Segundo o relatório apresentado ontem por Sarney, o número de diretorias estratégicas do Senado cairá de 41 para seis e de 13 para sete, as de assessorias estratégicas.

* Com informações da Agência Brasil e Valor Econômico

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