"Pré-candidata prioritária", Marina Silva participa de caminhada pelo clima no Rio

André Naddeo
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Abraçando, trocando beijos e tirando fotos com as pessoas que se aproximavam, mesmo sob o sol escaldante do meio-dia. Foi desta forma que a senadora Marina Silva (PV) viveu seus primeiros reais momentos de contato com o público como provável pré-candidata à Presidência da República em 2010.

  • "Pré-candidata prioritária", Marina participa da caminhada "Brasil no Clima" no Rio de Janeiro

A caminhada "Brasil no Clima" do Partido Verde (PV) tinha o intuito de forçar as autoridades brasileiras a assumirem uma postura firme sobre o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa na próxima conferência climática mundial em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

Mas como era a senadora quem estava à frente do manifesto, que percorreu as praias de Leblon, Ipanema e Copacabana, no Rio de Janeiro, acabou fazendo com que militantes e simpatizantes do partido esquecessem um pouco o foco principal da caminhada. "Marina Silva presidente!", gritavam a todo momento, seguidos de aplausos.

"Eu me filiei a um partido que honrosamente me deu esse lugar de pré-candidata prioritária. E eu me sinto honrada com esse lugar. Obviamente que as instâncias partidárias irão tomar essa decisão em 2010 e todo nosso esforço agora vai ser no sentido de dar darmos o conteúdo, a forma, ao processo daquele que será o plano de governo, o plano de sociedade que o PV quer ver junto com os diferentes segmentos da sociedade brasileira acontecer no Brasil", desconversou a senadora.

O presidente do PV do Rio, vereador Alfredo Sirkis, no meio da caminhada, alertou os militantes que a caminhada não poderia ter fins eleitorais. Os gritos de "Marina presidente" cessaram. Mas nem tanto. "Brasil no clima, junto com a Marina", passaram a cantar.

"A candidatura será decidida em 2010 e o Partido Verde está agora no processo de discussão para afirmar qual será o conteúdo programático da disputa. Depois disso aí, sim, nós vamos discutir a candidatura do partido", completou a senadora.

Discussão climática
Marina Silva falou também sobre o debate que o governo brasileiro deve abrir com a sociedade de uma forma geral sobre a posição a ser tomada na conferência de Copenhague. O encontro na capital dinamarquesa, de 7 a 18 de dezembro, reunirá líderes de cerca de 200 países com o intuito de discutir o impacto do aquecimento global no mundo e chegar a um novo consenso após o protocolo de Kioto.

"A discussão ainda está fechada e esperamos que ela seja aberta o quanto antes porque o tempo está passando e o Brasil não pode anunciar em Copenhague algo surpreendendo a sociedade brasileira. É algo que tem que ser construído junto, para que possamos sair daqui com todo o respaldo social", afirmou a senadora.

"Nós podemos ajudar os demais países em desenvolvimento a também assumirem metas de redução e cobrar dos países desenvolvidos que eles não só reduzam à altura do que emitiram, mas que também possam ajudar a financiar a mudança de modelo de desenvolvimento nos países emergentes", completou.

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