Jobim diz que não cabe à Embraer opinar sobre compra de caças pela FAB

Thais Leitão
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (28) que o processo de análise dos aviões que a Força Aérea Brasileira (FAB) comprará para modernizar a sua frota não levará em consideração a opinião da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). A companhia havia sinalizado que a melhor opção seria a proposta sueca, que prevê maior transferência de tecnologia.

"Não cabe à Embraer ter opinião sobre esse assunto. Cabe ao governo brasileiro e a Embraer não é parte do governo brasileiro", afirmou Jobim, que participou na manhã de hoje, no Rio de Janeiro, da abertura da Conferência Internacional Nuclear.

O prazo para que as concorrentes entreguem suas propostas foi prorrogado pela Aeronáutica e termina na próxima sexta-feira (2).

O ministro voltou a afirmar que a decisão do governo não será influenciada pelo acidente ocorrido na última quinta-feira (24) envolvendo dois caças Rafale. As aeronaves caíram no Mar Mediterrâneo, após colisão em pleno ar, durante voo de teste do Porta-Aviões Charles de Gaulle. O Rafale disputa a preferência da FAB com os modelos F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab.

"Não conheço o problema, como se deu, mas há informações que talvez tenham sido problemas de erro humano, desligamento de equipamentos para treinamento em tempo real. Se isso [a possibilidade de os acidentes inviabilizarem a compra de aeronaves do mesmo modelo] fosse verdadeiro, não poderíamos estar comprando boeings", disse.

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