Celso Amorim filia-se ao PT, afirma presidente do partido

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 14h18

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, filiou-se ao PT. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) em seu Twitter.
  • AFP

    O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, filiou-se ao PT. Ele está no governo Lula desde 2003


Berzoini disse que é "uma grande satisfação para nosso partido ter como filiado esse extraordinário ministro". O Itamaraty confirmou ao UOL Notícias a filiação do ministro. O chanceler se inscreveu como membro do PT em Teresópolis, região serrana do Rio, onde tem residência e onde está registrado seu título eleitoral.

Celso Amorim é chanceler desde o começo do governo Lula, em 2003. Ocupou o mesmo cargo entre 1993 e 1994, na gestão de Itamar Franco. Naquele período, ajudou na implantação do Mercosul e inaugurou embaixadas no Vietnã e na Ucrânia.

Ao longo da carreira, desempenhou vários cargos como diplomata, principalmente como representante do Brasil em organismos multilaterais, e foi um dos principais protagonistas nas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

No governo Ernesto Geisel, trabalhou como assessor do ministro das Relações Exteriores, Azeredo da Silveira.

Na gestão do presidente João Baptista Figueiredo, em 1979, tornou-se diretor-geral da Embrafilme. Deixou o posto em 1982, após reação dos militares ao filme "Pra Frente, Brasil", que mostrava casos de tortura no regime militar ainda em vigência.

Meirelles no PMDB

Já o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, filiou-se ao PMDB em seu Estado natal, Goiás. A expectativa é de que Meirelles concorra ao governo estadual ou a uma cadeira no Senado em 2010.



No governo José Sarney, foi indicado para secretário especial de assuntos internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, entre 1987 e 1988, nas gestões de Renato Archer e Luiz Henrique da Silveira, ambos do PMDB.

Entre 1990 e 1991, comandou o Departamento Econômico do Itamaraty. Depois, tornou-se embaixador em Genebra, entre 1991 e 1992, no governo Collor.

Em 1993, foi efetivado como ministro de Relações Exteriores, em substituição ao ministro interino, Luiz Felipe Lampreia, sucessor de Fernando Henrique Cardoso que, aquela altura, foi alçado ao posto de ministro da Fazenda de Itamar.

Em 2002, Celso Amorim foi cogitado ainda para ser chanceler de José Serra (PSDB), candidato derrotado por Lula naquele ano.

*Com informações da Folha de S.Paulo e da EFE

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