Foragido, ex-deputado acusado de mandar matar por audiência de TV quer prisão especial

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Em Manaus

O ex-deputado estadual Wallace Souza (PP), que ficou conhecido pela acusação de mandar matar traficantes para aumentar a audiência de seu próprio programa de TV, continua foragido da Justiça do Amazonas. Mesmo assim, seu advogado Francisco Balieiro ingressou com uma petição requerendo privilégios ao ex-parlamentar.
  • Arquivo - Antonio Menezes/A Crítica/AP

    O ex-policial e ex-deputado Wallace Souza é investigado por mortes que ajudaram a aumentar a audiência de seu programa de televisão


O juiz da 2ª. Vara Especializada em Crimes de Tráfico de Entorpecentes, Mauro Antony, decretou nesta quinta-feira (7) a prisão preventiva de Souza. Foi o segundo pedido de prisão contra o ex-parlamentar em 48 horas - o primeiro foi de prisão temporária. Na semana passada, o então deputado teve seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa.

O mandado de prisão foi pedido pela Força-Tarefa do Ministério Público Estadual (MPE) e da Polícia Civil pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, formação de quadrilha e homicídio. Souza é apontado pela polícia como líder de uma quadrilha que comandava o tráfico de drogas em Manaus. Seu filho, Raphael Souza, está preso acusado pela morte de traficantes de drogas. As mortes, segundo depoimentos de testemunhas, eram informadas com antecedência a integrantes da equipe do programa Canal Livre, apresentado por Wallace Souza, que chegavam no local do crime antes das demais equipes de reportagem.

De acordo com os advogados de Souza, a saúde do ex-deputado é delicada e os presídios do Amazonas não têm condições de recebê-lo. "A cada três horas, ele tem que tomar uma série de medicamentos. Nós entendemos que nestes institutos penitenciários não existe a menor condição para que ele tenha o tratamento adequado", afirma Francisco Balieiro.

O juiz Mauro Antony afirmou que, independente do pedido dos advogados de Souza, o ex-deputado será encaminhado para um presídio comum tão logo seja encontrado. "Primeiro ele precisa ser preso. Depois, ele vai para a cadeia. Se o pedido dos advogados realmente tiver fundamento, ele poderá ser transferido num segundo momento", afirmou.

Desde a última segunda-feira (5), 50 homens da Polícia Civil do Amazonas estão à procura do ex-deputado. Seu bordão na televisão - "Bandido bom é bandido morto" - lhe rendeu o título de deputado estadual mais votado nas últimas três eleições no Amazonas.

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