Lula diz que oposição está ficando nervosa e que não vai deixar de inaugurar obras

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

Sem citar nomes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou evento nesta quarta-feira (21) em Belo Horizonte para mandar recado à oposição. Lula disse que "merece respeito" e que ainda há muitas obras para ele inaugurar no país.

Líderes do PSDB, DEM e PPS entraram com representação contra ele e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acusando-os de utilizar visitas às obras de transposição do Rio são Francisco para promover campanha eleitoral antecipada. Lula também foi criticado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, que havia afirmado que as obras inauguradas pelo governo não poderiam se transformar em um "vale-tudo".

Em evento na sede da Prefeitura de Belo Horizonte, ao lado de Dilma, de cinco ministros e do prefeito Marcio Lacerda (PSB), Lula respondeu às criticas que vem recebendo da oposição após a viagem.

"Agora desgraçou tudo. Os homens estão ficando nervosos porque estamos inaugurando obras. É a primeira vez na vida que eu vejo alguém ficar nervoso porque a gente inaugura obra. Eu, quando fazia oposição, ficava nervoso porque não tinha obra...... o Estado não existia", disse.

Em seguida, Lula pediu calma aos opositores e avisou que não vai parar com a peregrinação pelo país. "Eu peço calma porque nós ainda nem começamos a inaugurar o que nós temos que inaugurar nesse país. Tem muita coisa para acontecer e tem muita coisa que nós vamos fazer ainda. Aguardem, porque nós aprendemos a fazer as coisas nesse país. E esse país nunca mais voltará a ser pensado da forma pequena que eles pensavam. Esse país nunca mais será tratado como país de terceiro mundo", afirmou o presidente.

"Não falto com respeito a ninguém. E por dar respeito aos outros, eu exijo que me respeitem e não ando de cabeça baixa", disse.

Lula pernoita em Belo Horizonte e nesta quinta-feira (22) visita três cidades do interior de Minas Gerais, onde inaugura obras relacionadas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Clima de campanha
O evento, que previa assinatura de contratos do programa "Minha casa, Minha Vida", e ainda a inauguração de um ponto de internet livre na prefeitura, tomou ares de campanha. Uma claque saudou a ministra Dilma Rousseff com coro de "eu já falei, vou repetir, é Dilma lá (Brasília) e Pimentel aqui (Minas Gerais)", gritaram pessoas que foram postadas próximas ao palanque montado.

A alusão era feita ao ex-prefeito Fernando Pimentel, um dos pré-candidatos do PT ao governo de Minas, que estava no local. O ministro Patrus Ananias, que deverá concorrer com Pimentel à indicação petista, também participou da cerimônia.

A ministra, no seu discurso, enfatizou a importância do programa federal que pretende construir um milhão de moradias e criticou governos anteriores.

"A nossa imensa necessidade de (construção de) casas está concentrada na população mais pobre do país. Porque foi essa população que, ao longo dos últimos 20, 25 anos, se virou as costas. O governo não deu atenção no que se refere a moradias. É por isso que se proliferaram em todas as grandes cidades brasilieras as favelas, bairros marginalizados e habitações muito precárias", analisou.

Em seguida, a ministra assinou, como testemunha, três contratos firmados do programa entre construtoras e a CEF (Caixa Econômica Federal). Está prevista a presença dela na comitiva presidencial que percorrerá amanhã três localidades no interior do Estado.

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