Lula diz que grupo Record é vítima de preconceito e pede mais canais de TV

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Lula participa de inauguração de estúdio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira (28) da inauguração do núcleo de novelas da TV Record no Rio de Janeiro e afirmou que a empresa ligada ao grupo neopentecostal Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) sofre preconceito por parte do resto da mídia brasileira. O mandatário disse também que deseja ver "outros canais competindo" para que aumente o acesso à informação e à cultura no Brasil.

"Eu acompanho os meios de comunicação no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foi vítima de preconceito", disse Lula em discurso nos novos estúdios, onde esteve acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB).

"Não seria bom para o Brasil que a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela, dando informações. É essa opção, essas alternativas, que estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem informar a opinião pública, mas querem induzi-la a um pensamento único, uma verdade única", completou Lula, que costuma criticar o tom das reportagens sobre seu governo, especialmente na mídia escrita e na televisão.

O presidente da Record, Alexandre Raposo, elogiou o governo de Lula e comparou as trajetórias do ex-líder sindicalista com a da emissora de TV, uma vez que ambos tenham tentado "se firmar como alternativa". "Apanhamos muito, sofremos todos os dias preconceitos, nós não éramos do ramo, não sabíamos fazer televisão, éramos aproveitadores de momento" afirmou Raposo nos novos estúdios da empresa.

"O senhor, presidente, não estava preparado para presidir o Brasil, não tinha propostas sérias de governo, iria levar o país ao caos. Quanta bobagem nós ouvimos neste país ao longo dos anos", afirmou Raposo, executivo da Rede Record.

Nos últimos anos, a rede Record polemizou principalmente com a "Folha de S.Paulo" e com os veículos das Organizações Globo depois de reportagens dos dois veículos relatarem irregularidades das quais o grupo ligado à IURD é acusado pelo Ministério Público.

Uma das principais delas foi denunciada em agosto deste ano e aponta que o grupo evangélico usaria recursos de fiéis para comprar veículos de comunicação para a Record, o que é proibido pela legislação brasileira. A Record e a IURD negaram a denúncia.

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