Para oposição, antecipar depoimento de técnicos "blinda" Dilma e Lobão

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou nesta terça-feira (17) requerimento que convida a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) para explicar o apagão que atingiu grande parte do Brasil na semana passada. Além dos ministros, uma lista com 18 especialistas e autoridades do setor de energia elétrica também foi incluída no requerimento.

Com isso, a base aliada deverá trabalhar para que a audiência com os ministros seja adiada até que todos os técnicos e especialistas sejam ouvidos. Nesta segunda-feira, a Comissão de Infraestrutura aprovou requerimento semelhante. As duas comissões devem agendar uma série de audiências conjuntas sobre o tema.

A oposição criticou o "inchaço" na lista de convidados para as audiências. "Isso nada mais é que uma blindagem política ao problema. Vamos trazer uma multidão, fazer um comício, e não vamos ouvir a posição política dos ministros", criticou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

O tucano Flexa Ribeiro (PA) tentou aprovar um requerimento para ouvir separadamente os ministros na CAE, mas a proposta não foi aceita pela comissão.

O petista Delcídio Amaral (MS), que presidiu a sessão da CAE nesta terça, saiu em defesa do requerimento aprovado e negou que haja uma tentativa de blindar a questão política do apagão.

"O ministro vem falar do macro, da leitura dele como dirigente maior da área. A ministra Dilma vem falar de uma maneira mais ampla sobre a questão de energia. E os técnicos vão dizer efetivamente o que aconteceu. Ninguém aqui está querendo esconder nada. Ninguém está querendo jogar essa questão do apagão para debaixo do tapete".

Entre os convidados estão o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Ubiratan Aguiar, o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, o diretor-geral de Itaipu, Jorge Miguel Samek, o diretor-presidente de Furnas, César Ribeiro Zavi, o diretor-presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hubner, o presidente da Empresa de Planejamento em Energia, Maurício Tomalsquim, e o diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Gilberto Câmara.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, o Ministério de Minas e Energia confirmou que um curto-circuito foi o motivo do blecaute, acrescentando que no momento da interrupção das linhas de transmissão, a região de Itaberá, em São Paulo, "enfrentava descargas atmosféricas, ventos e chuvas intensas".

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