Veja o vai-e-vem de explicações sobre causas do apagão

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O vai-e-vem sobre as causas do apagão

Cinquenta milhões de prejudicados. Dezoito Estados. Quatro horas. Três ministros. Duas empresas estatais. Uma dúvida: afinal de contas, o que causou o maior apagão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Uma semana depois do incidente, as dúvidas sobre o assunto ainda não tinham sido dissipadas. Pelo menos tinha diminuído a confusão inicial de quem se prontificou a falar sobre o assunto ainda na noite da terça-feira, dia 10 de novembro.

O primeiro a se arriscar foi o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Viu possibilidade de intempéries terem causado o incidente - motivo mais recorrente para falta de energia elétrica no Brasil, segundo os registros dos órgãos que tratam do setor.

Mas relatos de Brasília apontaram que o presidente preferiu buscar informações naquela noite com os responsáveis pela hidrelétrica de Itaipu, e não com funcionários de Furnas, incumbida da transmissão e loteada por apadrinhados de Lobão e, por consequência, do presidente do Senado, José Sarney. Surgiu a dúvida sobre se o problema, afinal, estava na geração de energia ou na transmissão.



Na manhã seguinte, resolvido o problema da falta de energia, as opiniões foram para todos os gostos. Até o ministro da Justiça, pasta que nada tem a ver com energia elétrica, tratou do assunto.



Com o discurso oficial batendo na tese do problema na transmissão de energia, diferentemente do apagão de 2001, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, veio a público pela primeira vez para tratar do assunto. Apesar de a discussão ser técnica, o governo politizou o assunto - também em resposta às críticas de oposicionistas, que viram chance de criticar a pré-candidata do PT à Presidência em 2010 por ter sido gestora da pasta de Minas e Energia.



Até que na noite do dia 13 desaba um trecho das obras da parte sul do Rodoanel de São Paulo. Um golpe contra o potencial adversário de Dilma na corrida pelo Palácio do Planalto, o governador José Serra (PSDB)? Seja como for, as declarações dos palacianos sobre o assunto minguaram. Quebrou o silêncio apenas o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, descartando a possibilidade de sabotagem. Mas quem a estava investigando? Lula na quinta-feira já tinha rejeitado a hipótese.



Mais respostas e menos confusão estão prometidos para o dia 23, duas semanas depois do blecaute.

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