Processos envolvendo Pitta terão continuidade, diz advogado do ex-prefeito

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Comente a trajetória política de Celso Pitta


Um dos advogados que integra a equipe de Celso Pitta, que morreu na manhã deste sábado (21), afirmou que os processos na Justiça envolvendo o ex-prefeito prosseguirão. Pitta é réu, segundo o próprio advogado, em mais de dez processos judiciais, que envolvem acusações por corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, além do não pagamento de pensão alimentícia à ex-mulher Nicéia Camargo.

Aos 63 anos, Pitta estava internado no hospital Sírio-Libanês, onde fazia tratamento contra um câncer no intestino. Em janeiro deste ano, o ex-prefeito foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino e, desde então, fazia tratamento com quimioterapia no hospital.

Imagens de Pitta

  • Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem - 22.dez.1998

    Nicéia arruma a gravata do marido, Celso Pitta, enquanto os dois eram casados e viviam em um apartamento nos Jardins, bairro rico de São Paulo


"Os processos terão continuidade para apurar responsáveis", disse Remo Battaglia. Segundo o advogado, se Pitta for condenado no processo movido pela ex-mulher, o pagamento deverá ser feito por meio do patrimônio do ex-prefeito após a abertura de inventário. Contudo, de acordo com o advogado, os bens de Pitta estão bloqueados pela Justiça, o que inviabilizaria essa possibilidade.

No ano passado, a Justiça Federal considerou o ex-prefeito culpado no caso do "escândalo dos precatórios". Pitta foi condenado a uma pena de quatro anos de prisão. Em 8 de julho, Pitta foi preso na Operação Satiagraha, mega-operação da Polícia Federal contra corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, na qual também foram presos o banqueiro Daniel Dantas e empresário Naji Nahas.

O ex-prefeito, no entanto, teve a prisão temporária afastada após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, conceder liminar.

Pitta também teve a prisão decretada, neste ano, por não pagar pensão alimentícia à Nicéia Camargo, mas seus advogados conseguiram converter a pena em prisão domiciliar, alegando que Pitta não estava em boas condições de saúde.

Segundo Remo Battaglia, o ex-prefeito passava por dificuldades financeiras e de saúde nos últimos anos. "Ele fazia dieta, corria e tentava enfrentar a doença e as disputas judiciais. Só que sua situação foi se agravando".

Ainda de acordo com o advogado, Pitta mantinha um contato apenas esporádico, por telefone, com Victor, um de seus dois filhos. Os parentes mais próximos do ex-prefeito eram sua mãe, uma sobrinha, além de sua atual mulher.

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