Pedido de vista suspende julgamento do governador Ivo Cassol no TSE

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 22h07

Um pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski suspendeu o julgamento do governador de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O julgamento começou por volta das 19h desta terça-feira (24). O Tribunal vai decidir futuramente se mantém a cassação do governador por compra de votos e abuso de poder econômico durante a campanha ao governo nas eleições de 2006.
  • Sérgio Lima/Folha Imagem - 15.jan.2008

    O governador de Rondônia Ivo Cassol responde por compra de votos e abuso de poder econômico



O Ministério Público Eleitoral afirma que há evidências de que os crimes foram cometidos e ratificou, no dia 8 de julho, seu pedido para manter a cassação dos diplomas de Cassol e de seu vice, João Aparecido Cahulla.

O documento, assinado pelo procurador-geral eleitoral, Antonio Fernando Souza, cita os depoimentos de cinco testemunhas que afirmam que funcionários de uma empresa de vigilância, que prestava serviços para o governo de Rondônia, teriam sido abordados, durante o período eleitoral, com propostas para votarem no candidato Ivo Cassol e em outros três nomes, em troca de R$ 100.

Segundo os depoentes, para a formalização do "negócio", os vigilantes teriam sido obrigados a assinar contratos de prestação de serviços, apelidados de contratos "formiguinha".

Inquérito da Polícia Federal, por meio da quebra de sigilo de funcionários da empresa de vigilância autorizada pela Justiça, concluiu que centenas de depósitos de R$ 100 foram feitos em agências do Banco do Brasil, entre a tarde do dia 28 e a manhã do dia 29 de setembro de 2006 - uma semana antes do dia das eleições, diz o MPE.

Segundo as investigações, os responsáveis pelos depósitos estão ligados ao então senador Expedito Júnior (PSDB) e ao governador Ivo Cassol, que foi cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e se mantém no cargo graças a uma liminar concedida pelo ministro Arnaldo Versiani, em novembro de 2008.

Expedito, que foi cassado em julho pelo TSE e saiu do cargo definitivamente somente em novembro, em razão da demora do Senado para cumprir a decisão, é cotado para concorrer caso haja eleições indiretas em Rondônia.

Defesa diz que provas são insuficientes
A defesa do governador de Rondônia, Ivo Cassol, sustentou, durante o julgamenteo, que as provas obtidas pelo Ministério Público Eleitoral são insuficientes para determinar a cassação do mandato do governador. Afirmou ainda que não houve abuso do poder econômico nem político durante a campanha de reeleição de Ivo Cassol em 2006.

De acordo com a defesa, o governador tinha alto índice de aprovação popular e ganhou a eleição em primeiro turno. "O que levaria um candidato com esse nível de aprovação a se arriscar cometendo esses atos?", questionou.

Também negou uso da máquina administrativa estadual, como o uso da Secretaria de Segurança Pública para coagir os funcionários da empresa que receberam pagamento para votar no governador. Segundo o advogado, logo após a eleição, a Polícia Federal, por conta das denúncias "instalou o terror em Rondônia" e que, por isso, houve "uma reação da Polícia Civil".

*Com informações do site do TSE

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos