Brasileiros têm direito de saber quem viajou com o filho de Lula, defende deputado tucano

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) afirmou nesta sexta-feira (27) que a explicação dada pela Presidência da República sobre o voo do avião da FAB (Força Aérea Brasileira) que transportou o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros 15 acompanhantes não isenta o governo de divulgar a lista de passageiros.

Na última quarta, o parlamentar aprovou requerimento para obter mais informações sobre o voo na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. O governo terá prazo de 30 dias para responder ao pedido de liberação da lista de convidados do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. "Espero que a lista dos passageiros nos seja passada. Todos os brasileiros têm o direito de saber quem foi transportado".

A explicação oficial da Presidência sobre o ocorrido é que convidar pessoas para deslocamentos em aviões oficiais é uma "prerrogativa tradicionalmente exercida no Brasil", exercida por governos anteriores e também pelo atual.

Para Duarte Nogueira, é função dos governantes "entregar um governo melhor ao seu sucessor, do que o que recebeu antecessor". Ele destaca que os bens públicos "devem desempenhar tarefas em favor do Estado". "Além disso, é preciso que haja total transparência sobre sua utilização, porque é dinheiro público".

O deputado tucano também protocolou outros dois requerimentos, um ao Gabinete de Segurança Institucional da presidência e outro ao Ministério da Defesa em que solicita informações sobre o plano de voo do dia 9 de outubro, quando Lulinha teria dado carona aos convidados no avião da FAB.

A Mesa Diretora da Câmara deverá encaminhar os requerimentos de informação aos órgãos citados até o final da próxima semana, quando começará a contar o prazo de um mês para que o governo se manifeste sobre o assunto.

"Se o ministério alegar segredo de Estado para não fornecer a lista, podemos entrar com um pedido de liminar para conseguir. Ou até convocar o ministro (Nelson Jobim) se for necessário", afirma o parlamentar.

Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na última terça afirma que o Boeing 737 da FAB estava chegando a Brasília quando teve de retornar a São Paulo para buscar novos passageiros: o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e Lulinha, com 15 acompanhantes.

Ainda segundo o jornal, a assessoria do Banco Central informou que Meirelles solicitou o avião e que apenas no momento do embarque soube que os outros passageiros aproveitariam o voo.

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