Escândalos e trocas de partido marcam carreira política de José Roberto Arruda

Do UOL Notícias
Em São Paulo

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A suposta participação de José Roberto Arruda (DEM) no esquema de pagamento de propina a deputados distritais e aliados não é o primeiro escândalo em que o nome do governador do Distrito Federal está envolvido.

Em 2001, quando era líder do PSDB no Senado, Arruda, juntamente com Antonio Carlos Magalhães (PFL), participou da violação do painel eletrônico utilizado na votação que cassou o mandato de Luís Estevão (PMDB-DF), em razão do envolvimento dele no esquema de desvio de verbas das obras do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo.

Como governador, sob pretexto de cortar gastos públicos, reduziu as secretarias de 38 para 16, mudou a sede administrativa do governo para Taguatinga, colocou os funcionários do primeiro escalão para trabalhar na mesma sala e demitiu aproximadamente 16 mil funcionários comissionados. Entre outras decisões polêmicas, Arruda proibiu a circulação de vans, derrubou placas de propaganda e ordenou a demolição de prédios em situação irregular.

Segundo pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercado realizada no final de outubro último, a popularidade de Arruda estava em alta. Dos entrevistados, 79% aprovavam o governo dele no DF. Já em pesquisa eleitoral realizada pelo Ibope em outubro, Arruda possuía 44% das intenções de voto para o governo do DF, seguido de Roriz (PSC), com 33%, e Agenlo Queiroz (PT), com 9%.

Paulo Octávio
O vice-governador do Distrito Federal, o empresário Paulo Octávio (DEM), também foi acusado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa por envolvimento no esquema de pagamento de propina a deputados distritais e aliados.


Dono do grupo "Organizações Paulo Octávio", que atua na construção imobiliária e na venda de imóveis, Octávio iniciou sua carreira política em 1990, quando foi eleito deputado federal pela coligação PRN/PFL, com 38.233 votos, a maior votação da coligação.

Enquanto congressista, Octávio integrou a chamada "tropa de choque" de Fernando Collor, grupo que defendeu o presidente das acusações que culminaram com o seu afastamento da Presidência da República em 1992.

Em 1998, foi eleito novamente deputado federal pelo PFL, com 72.785 votos. Já em 2002 chegou ao Senado com 553.707 votos, o que representa aproximadamente um quarto do eleitorado do DF.

Hoje com 59 anos, Octávio, mineiro de Lavras, abandonou o Senado para ocupar o cargo de vice-governador em 2006, quando Arruda foi eleito para comandar o DF.

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