Mais um secretário citado em esquema de desvio de verbas deixa o governo Arruda

Alex Rodrigues
Da Agência Brasil
Em Brasília

Acusado de integrar o esquema de desvio e distribuição de recursos públicos à base aliada do governador José Roberto Arruda (DEM), o secretário de Obras e presidente regional do PSDB, Márcio Machado, pediu demissão do cargo esta tarde. A pasta passará a ser comandada pelo atual secretário-adjunto, Jaime Alarcão.

Machado é o sexto integrante do governo distrital a se afastar do cargo desde a última sexta-feira (27), quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Caixa de Pandora. Todos são alvo da investigação policial, já que o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, os acusa de integrar o esquema que seria comandado por Arruda.

No mesmo dia em que a investigação veio à público, Arruda afastou de seus cargos o secretário de Educação, José Luiz Valente; o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel; o chefe de gabinete da Governadoria, Fábio Simão, e o assessor de imprensa Omézio Pontes.

Ontem (1º), após o PSDB anunciar que deixaria a base de governo, o secretário de Governo, José Humberto Pires apresentou seu pedido de desligamento do cargo. Foi substituído pelo secretário-adjunto, Flávio Adalberto Giussani. Já Machado, segundo assessores, teria aguardado para se reunir com o governador esta tarde para explicar que atende à decisão partidária.

Com a saída de Pires e de Machado da estrutura de governo, o PSDB segue apenas com a Secretaria de Fazenda, ocupada por Valdivino Oliveira, e cargos no segundo escalão.

Em depoimento ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Durval Barbosa, afirmou que Machado o teria procurado para negociar o pagamento de R$ 6 milhões para o deputado distrital e presidente regional do Partido Progressista (PP), Benedito Domingos, além de R$ 200 mil para Adalberto Monteiro, presidente local do Partido Republicano Progressista (PRP) e de R$ 100 mil para Divino Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do Partido Trabalhista Cristão (PTC). O dinheiro, segundo Barbosa, era entregue em troca do apoio político destes partidos à campanha de Arruda às eleições de 2006.

Ainda segundo Barbosa, Pires seria o homem de confiança de Arruda e um dos responsáveis por receber o dinheiro recolhido por Barbosa, que garante ter entregado pessoalmente a Humberto "lotes de R$ 1 milhão" em pelo menos duas ocasiões, além de ter deixado iguais montantes na empresa do secretário, a Combral, em pelo menos outras duas ocasiões. A Combral foi alvo dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).





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