Câmara do DF vai pedir reintegração de posse para expulsar manifestantes

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

O atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Cabo Patrício (PT), afirmou nesta quinta-feira (3) que vai pedir na tarde de hoje a reintegração de posse do plenário da Casa, ocupado desde ontem por manifestantes que pedem a saída do governador José Roberto Arruda (DEM) do poder. A decisão de como e quando será feita a reintegração é do Tribunal de Justiça do DF. Patrício prefere que a reintegração seja feita sem o uso da Polícia Militar, mas a palavra final é da Justiça.

Confusão na Câmara Legislativa do DF

  • Fernando Bizerra Jr/EFE

    Os seguranças da Câmara Legislativa não ofereceram resistência e uma porta de vidro foi quebrada durante a ocupação


Depois de passarem a madrugada na Câmara, cerca de 70 manifestantes discutem se liberam voluntariamente a sala para a realização da sessão que vai analisar o afastamento do governador, marcada para as 15h.

Ontem, ao menos 150 pessoas invadiram o local para protestar contra Arruda e os deputados envolvidos em um esquema de pagamento de propina. Os manifestantes eram, em sua maioria, estudantes, militantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), do PSOL, do PSTU, da UJS (União da Juventude Socialista) e Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas).

Eles chegaram a sair do plenário para que Patrício pudesse ler os seis requerimentos que pedem o impeachment de Arruda. Depois, eles derrubaram a porta principal do plenário e retomaram a ocupação no início da noite. Mais cedo, o presidente da Câmara repudiou a atitude dos manifestantes.

Ao invadir o local, os estudantes gritavam palavras de ordem pela saída do governador José Roberto Arruda e do vice, Paulo Octávio, do cargo. Mais cedo, os manifestantes gritaram "Arruda na Papuda. PO [Paulo Octávio] no xilindró" e cantaram o hino do Brasil.

Os manifestantes também exibiram faixas em que pediam o fim da "gangue da vovó"- em referencia à deputada Eurides Brito (PMDB), de 72 anos, envolvida no escândalo.

De acordo com a Polícia Federal, Arruda teria recebido dinheiro não declarado de empresas privadas para sua campanha, em 2006. O vice Paulo Octávio, do mesmo partido, também é citado nas investigações.

Ao menos dez deputados (dois deles suplentes), além do governador, do vice e de três secretários do Distrito Federal são suspeitos de participar de pagamento de propinas. A operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, foi divulgada na última sexta-feira (27).



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