Deputados do PMDB vão recorrer à Justiça contra acusações de envolvimento no caso Arruda

Marcos Chagas
Da Agência Brasil
Em Brasília

Elite do PMDB é citada em vídeo do mensalão do DEM

Integrantes da cúpula do PMDB são citados como beneficiários do mensalão do DEM em diálogo gravado por Durval Barbosa, o colaborador da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora, com o empresário Alcyr Collaço, flagrado em vídeo colocando dinheiro na cueca

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse à Agência Brasil que entrará ainda hoje (3) na Justiça com processos contra o empresário de Brasília, Alcir Collaço, e o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa. Membro da cúpula do PMDB, o parlamentar é acusado pelo empresário e o ex-secretário de receber propina do esquema de corrupção supostamente montado pelo governador José Roberto Arruda (DEM).

Na conversa, de acordo com informações publicadas na imprensa, também receberiam dinheiro deste esquema o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN); o presidente da Câmara, Michel Temer; e o deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF).

Entenda o esquema de corrupção no DF


"Hoje ainda adotarei as medidas judiciais cabíveis contra essas pessoas", disse Cunha. Ele acrescentou que não conhece Durval Barbosa nem Alcir Collaço e qualificou de "estapafúrdias" as citações de seu nome. O deputado afirmou que estuda com sua assessoria jurídica as ações cabíveis neste caso.

O deputado Michel Temer, por sua vez, também deve acionar judicialmente o empresário Alcir Collaço responsável pelas declarações. Ontem (2), em nota à imprensa, o presidente da Câmara qualificou de "irresponsável e descabida" a citação de seu nome na conversa entre Collaço e Barbosa. No texto, ele ainda negou o recebimento de propina recebida suposta da Construtora Camargo Correia. A empresa foi investigada pela Polícia Federal no Operação Castelo de Areia.

O líder peemedebista Henrique Eduardo Alves viajou ontem à noite para a Europa com a família. De acordo com sua assessoria, a viagem estava agendada há três semanas e ele deve ingressar com uma queixa crime contra Collaço. O deputado Tadeu Filippelli negou as acusações e disse que divulgará hoje, pela manhã, uma nota à imprensa sobre o assunto.





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